Mães que trabalham são mais felizes e saudáveis

Estudo publicado no “Journal of Family Psychology”

28 dezembro 2011
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As mães que trabalham tendem a ser mais saudáveis e felizes do que aquelas que ficam em casa durante a infância dos seus filhos, de acordo com um novo estudo publicado no “Journal of Family Psychology”.

 

Investigadores norte-americanos analisaram dados nacionais resultantes de entrevistas, realizadas em 1991, junto de 1.364 mães, logo após o nascimento dos seus filhos e durante os 10 anos subsequentes.

 

Segundo Cheryl Buehler, coordenadora do estudo e professora da Universidade da Carolina do Norte, em todos os casos, os resultados finais favoreceram o trabalho a tempo parcial, frente àquele em que é feito a tempo inteiro ou entre aquelas que não tinham qualquer trabalho. “Mas, em muitos casos, a sensação de bem-estar da mãe não apresentava diferença entre as que trabalhavam a tempo parcial e as que trabalhavam a tempo inteiro”, explicou a investigadora.

 

As mães que trabalhavam a tempo parcial aparentavam ter uma melhor saúde e menos casos de depressão. Mas a saúde geral e os sintomas depressivos eram essencialmente iguais entre as que trabalhavam em período integral e as que realizavam um período parcial. A diferença foi mais evidente, no entanto, em relação à qualidade do tempo partilhado com os filhos. Entre as mães que trabalhavam a tempo parcial, foram vistos níveis mais altos de sensibilidade para com as crianças. Uma hipótese é a de que o tempo longe dos filhos dava a essas mães um maior apreço pelos momentos em que estavam juntos.

 

Especialmente em tempos económicos difíceis, em que os empregadores procuram economias de custos reduzidos, pode ser uma aposta contratar trabalhadores a tempo parcial, dado que, normalmente, estes não recebem o mesmo nível de benefícios, tais como formação, seguros de saúde e progressão na carreira, apontam os autores. "Uma vez que o trabalho a tempo parcial parece contribuir para a força e bem-estar das famílias, seria benéfico para os empregadores se fornecessem benefícios adicionais, pelo menos, proporcionalmente, para trabalhadores a tempo parcial, bem como oferecer-lhes planos de carreira através da formação e promoção", disse o co-autor Marion O'Brien, professor de desenvolvimento humano e estudos da família, também da Universidade da Carolina do Norte.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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