Mães expostas a pólen geram filhos alérgicos

Três últimos meses de gravidez são determinantes, revela estudo

17 setembro 2002
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Os bebés têm um risco maior de asma se as mães foram expostas ao pólen nos últimos três meses de gravidez.
 

Estudos anteriores já associaram a asma, que tem um forte componente alérgico, a mudanças no sistema imunológico. Mas agora, um novo estudo da Universidade de Umea, na Suécia, vai mais longe ao revelar que factores ambientais, como o pólen, poderiam ser igualmente importantes para as os bebés mesmo antes do nascimento.
 

 

O estudo, baseado em registros do nível de pólen ao qual foram expostas milhares de grávidas, foi apresentado esta segunda-feira no congresso da Sociedade Respiratória Europeia, em Estocolmo.
 

 

De acordo com a investigação, o contacto com grandes quantidades de pólen aumenta em média três vezes as probabilidades de gerar uma criança asmática.
 

 

A equipa liderada pelo epidemiologista Bertil Forsberg analisou 111.702 bebés concebidos entre 1988 e 1995 e nascidos na região de Estocolmo. O estudo seguiu posteriormente as crianças durante o primeiro ano de vida, quando 923 foram internadas devido à asma.
 

 

Mês do ano
 

 

O estudo concluiu ainda que os bebés que nascem nos meses de Abril e Maio são mais susceptíveis à asma do que os de Agosto e Setembro.
 

 

 

No entanto, segundo Bertil Forsberg, o terceiro trimestre de gravidez é muito mais crucial do que o mês de nascimento no que diz respeito às probabilidades de um bebé desenvolver a doença. É que, explicou o especialista, os níveis de pólen variam de ano para ano, e a exposição pode ser muito alta em alguns anos e mas baixa em outros.
 

 

Depois do estudo inicial, a equipa acompanhou as crianças até ao segundo ano de vida e os resultados da primeira investigação não variaram.
 

 

A próxima etapa, explicou o cientista, é avaliar as crianças até elas completarem 4 ou 6 anos para ver se a exposição ao pólen continua a ser um factor de risco.
 

 

Segundo Forsberg a asma infantil pode estar associada a outros factores, como duração da gravidez e exposição a outros alérgenos durante a gestação e após o nascimento.
 

 

Em oposição, um estudo feito por cientistas da Kings College e da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, descobriu que altas quantidades de selénio e ferro ingeridas pela mãe podem proteger os fetos contra dificuldades respiratórias.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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