Mães com infância positiva mais sensíveis a choro dos bebés

Estudo publicado na “Child Development”

16 setembro 2014
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As mães que tiveram experiências positivas durante a infância reagem mais rapidamente e de forma afetuosa ao choro dos seus bebés, apurou um novo estudo.
 
Conduzido pela Universidade da Carolina do Norte, EUA, e Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, este estudo procurou investigar que características possuíam as mães que respondiam de forma sensível ao choro dos seus bebés e aquelas que eram menos sensíveis aos mesmos.
 
Os investigadores, liderados por Esther M. Leerkes seguiram 259 mães pela primeira vez, desde a gravidez até aos 6 meses de idade dos bebés. As mulheres pertenciam a meios socioeconómicos e raciais diversos. 
 
Foi pedido às mães que completassem um questionário sobre características emocionais e de personalidade. Adicionalmente, os investigadores conduziram entrevistas às mesmas sobre as suas experiências de infância com os pais ou responsáveis pela sua educação.
 
As grávidas visualizaram vídeos com quatro bebés a chorar, tendo a equipa medido o teor de suor na pele das mesmas em resposta ao stresse, e os batimentos cardíacos de forma a avaliarem as suas reações fisiológicas ao choro. Seguidamente, foram questionadas sobre o que achavam e sentiam em relação ao choro.
 
Como resultado, as mães que tinham tido depressão ou experienciado dificuldades em controlar as suas emoções tinham-se focado nelas próprias em vez de se focarem nas necessidades dos bebés a chorar.
 
As mães cuja resposta fisiológica indicava um controlo inapropriado do stresse físico responderam de forma mais negativa aos vídeos e consideraram o choro dos bebés como sendo um incómodo ou manipulação. Verificou-se também que essas mães eram menos sensíveis ao choro dos seus bebés quando estes tinham 6 meses de idade.
 
“Algumas mães podem precisar de ajuda para controlar o seu próprio stresse e a interpretar o choro dos bebés como sendo uma tentativa de comunicar uma necessidade ou desconforto”, explica Esther M. Leerkes. “Programas de visitas ao domicílio ou aulas de parentalidade poderão ajudar os pais a ficar mais a par do stresse e ensinar-lhes formas de o reduzir, assim como esforços de educação parental individualizada poderão ajudar a construir essas competências”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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