Madrugadores têm muito menor tendência para a depressão

Estudo publicado na revista “Journal of Psychiatric Research”

19 junho 2018
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Um novo estudo confirma o ditado “deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer”, ao demonstrar que as mulheres de meia-idade que são biologicamente matutinas apresentam uma propensão significativamente menor para a depressão.
 
O estudo de natureza observacional que foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade do Colorado e do Hospital Brigham and Women’s, EUA, foi o maior até à data, dentro do seu género, a associar o cronotipo à saúde mental.
 
Para a sua investigação, os investigadores usaram dados de 32.470 mulheres, com uma mediana de idades de 55 anos e que tinham ingressado no conhecido Estudo da Saúde dos Enfermeiros (“Nurses’ Health Study”, na sua versão original).
 
Todas as participantes do estudo não apresentavam depressão em 2009. Quando questionadas sobre os seus padrões de sono, 37% descreveram-se como sendo madrugadoras, 53% como intermédias e 10% como sendo vespertinas. 
 
As participantes foram monitorizadas durante quatro anos relativamente a sintomas de depressão. Foram considerados fatores de risco para a depressão como peso, atividade física, trabalho por turnos, duração do sono, etc.
 
A equipa descobriu que as participantes do cronotipo vespertino tinham uma maior tendência a não serem casadas, a viverem sozinhas, a fumar e a terem padrões de sono desorganizados.
 
Após terem considerados todos aqueles fatores, os investigadores descobriram que as mulheres matutinas apresentavam um risco entre 12 a 27% menos de serem deprimidas do que as de tipo intermédio. 
 
“Isto diz-nos que deve haver um efeito do cronotipo sobre o risco da depressão que não é provocado por fatores ambientais e de estilo de vida”, concluiu Céline Vetter, autora principal do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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