Má qualidade de sono duplica hospitalizações por insuficiência cardíaca

Estudo do Hospital Universitário de Linköping

09 abril 2014
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A má qualidade de sono duplica as hospitalizações por insuficiência cardíaca, dá conta um estudo apresentado no EuroHeartCare 2014, que ocorreu nos dias 4 e 5 de Abril na Noruega.
 

“O sono é importante para toda a gente e todos temos de dormir para nos sentirmos bem. Sabemos que os problemas de sono são comuns entre os pacientes com insuficiência cardíaca. Contudo, até à data não haviam dados sobre a persistência da falta de sono e como esta estava associada às hospitalizações”, revelou, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Peter Johansson.
 

Para o estudo os investigadores da Universidade de Linköping, na Suécia, contaram com a participação de 499 pacientes que tinham sido hospitalizados por insuficiência cardíaca. Durante o período inicial de hospitalização foram recolhidos dados sobre função física, saúde mental e hábitos de sono. Após 12 meses, os investigadores voltaram a registar e analisar as hospitalizações não planeadas, bem como os problemas de sono dos pacientes.
 

O estudo apurou que 43% dos pacientes apresentavam problemas de sono na altura da admissão e 30% continuou a ter este tipo de problema 12 meses mais tarde. Os pacientes com problemas contínuos de sono apresentavam um risco duas vezes maior de serem hospitalizados durante o período de acompanhamento, comparativamente com aqueles sem este tipo de problemas.
 

De acordo com o estudo, existem várias explicações para a associação entre uma má qualidade de sono e o aumento de hospitalizações em pacientes com insuficiência cardíaca. Estudos anteriores demonstraram que uma má qualidade de sono pode aumentar a atividade inflamatória e os níveis de hormonas associadas ao stress, as quais poderão acelerar a progressão da insuficiência cardíaca.
 

“A má qualidade de sono pode conduzir a um agravamento da insuficiência cardíaca e aumentar as hospitalizações. Alternativamente pode também ser um sinal que os pacientes têm outros tipos de problemas como apneia de sono ou problemas psicológicos que os mantêm acordados. Todos os pacientes com insuficiência cardíaca deveriam ser questionados sobre o sono, de forma a tentar identificar o problema bem como tentar tratá-lo”, conclui Peter Johansson.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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