Má assistência a sinistrados faz perder vidas nos hospitais
15 fevereiro 2004
  |  Partilhar:

A má assistência prestada às vítimas no local onde ocorrem os acidentes de viação e as sucessivas transferências hospitalares a que são submetidas fazem perder muitas vidas. Salvador Massada, coordenador do grupo de trauma do hospital de S. João, no Porto, e da Administração Regional de Saúde do Norte, enumerou, no fórum de Segurança Rodoviária, alguns problemas comuns a nível da emergência pré-hospitalar como o facto da população ser «socorrida no local por pessoal empenhado, mas sem preparação específica», já que o INEM não abrange todo o ter- ritório, ou o facto de serem transportados doentes graves em ambulâncias não medicalizadas.Nos hospitais falha sobretudo a coordenação das equipas que intervêm no tratamento das lesões dos politraumatizados. «Não há estabelecimento de prioridades e de diagnóstico, há demora e repetição de exames e, muitas vezes, verifica-se uma indefinição sobre a quem pertence o doente», exemplificou. Nelson Olim sugeriu que, com paramédicos e centros de trauma, podia-se diminuir consideravelmente o número de mortos nos acidentes de viação. O clínico criticou a ausência de paramédicos em Portugal, «por falta de enquadramento legislativo», salientando que os três anos de formação universitária desses «profissionais da emergência pré-hospitalar» permitem-lhes uma «eficácia no local comprovada». O socorro, a cargo do INEM e dos bombeiros consoante as zonas de influência, nem sempre é prestado nas melhores condições, quer por falta de um suporte avançado de vida, só disponível nas viaturas médicas de emergência e reanimação, quer por falta de formação adequada dos tripulantes das ambulâncias.Fonte: Jornal de Notícias

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.