Luz do sol pode aumentar a imunidade

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

27 dezembro 2016
  |  Partilhar:
A luz do sol, através de um mecanismo diferente da produção da vitamina D, energiza um tipo de células imunitárias, os linfócitos T, que desempenham um papel central na imunidade, dá conta um estudo publicado na revista “Scientific Reports”.
 
O estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Georgetown, nos EUA, revelou especificamente que os níveis baixos de luz azul, encontrada nos raios de sol, faz com que os linfócitos T se movam mais rapidamente.
 
Os linfócitos T, independentemente de serem de ajuda ou citotóxicos, necessitam de se moverem para o local de infeção e orquestrar a resposta imunitária. O estudo, liderado por Gerard Ahern, demonstrou que a luz do sol ativa diretamente estas células que desempenham um papel muito importante na imunidade ao aumentar o seu movimento. 
 
O investigador refere que, enquanto a produção de vitamina D necessita da luz ultra violeta, que promove o cancro da pele e o melanoma, a luz azul presente nos raios do sol, bem como num tipo de lâmpadas especiais, é segura. Segundo Gerard Ahern, a luz azul é capaz de atingir a derme, a segunda camada da pele, onde se encontram uma grande quantidade de linfócitos T. Na verdade, a pele tem aproximadamente o dobro do número de linfócitos T, comparativamente com aqueles encontrados na circulação.
 
No estudo, os investigadores decidiram averiguar como a luz azul acelerava o movimento dos linfócitos T ao rastrearem a via molecular ativada pela luz. 
 
O estudo apurou que o que motivou a resposta de motilidade nos linfócitos T foi a síntese do peróxido de hidrogénio, que posteriormente ativou uma via de sinalização que aumenta o movimento dos linfócitos T. O peróxido de hidrogénio é um composto produzido por um outro tipo de células imunitárias, os leucócitos, para eliminar os microrganismos invasores e também para “chamar” os linfócitos T e outras células imunes para iniciarem uma resposta.
 
Gerard Ahern conclui que são ainda necessários mais estudos para compreender melhor o impacto destes achados. Contudo, no caso de a ativação dos linfócitos com a luz azul tiver apenas efeitos benéficos, este tipo de luz poderá ser utilizada nos pacientes para aumentar a imunidade.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentar