Luta contra a sida e a tuberculose não pode abrandar

Mesmo em tempos de crise

25 janeiro 2012
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Mesmo em tempo de crise, a luta contra a sida e a tuberculose, duas doenças infeciosas que “causam mais preocupação em termos de saúde pública”, não pode abrandar, revelou o infeciologista Fernando Maltez.

 

O médico revelou à agência Lusa que “é fundamental manter os compromissos que já existem e não abrandar a luta contra estas duas doenças”, numa altura de crise económica.

 

“Há sempre a possibilidade de que , se houver grandes constrangimentos económicos, isso se venha a traduzir numa grande repercussão social e que a redução/diminuição das condições sociais favoreçam o aumento do número de casos de tuberculose”, comentou.

 

De acordo com o Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, foram registados 2.559 casos de tuberculose em 2010, um número que faz com que Portugal seja o único país da Europa Ocidental que não entra na lista de baixa incidência.

 

Jaime Pina, pneumologista e membro da Fundação Portuguesa do Pulmão, explicou que “a tuberculose geralmente ocorre em grupos populacionais fragilizados”.

 

“Assim, uma população mais pobre é uma população mais suscetível à patologia. Se esta realidade se vai refletir no número de casos da doença em Portugal, tal dependerá de vários fatores, tais como a duração da presente crise e da capacidade da estrutura social poder ou não compensar o empobrecimento”, sublinhou.

 

Em relação ao vírus da imunodeficiência humana (VIH), Fernando Maltez adiantou que ”se teme que possam haver alguns constrangimentos que determinem uma diminuição no acesso à medicação, aos cuidados de saúde, o que pode ter repercussões na doença”.

 

O infeciologista adiantou que se estima que existam 40 mil pessoas infetadas com o VIH em Portugal, enquanto a incidência da tuberculose é de cerca de 22 pessoas por cada 100 mil habitantes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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