Lusocord em risco de encerramento

Alerta lançado por Manuel Pizarro, deputado do PS

23 agosto 2012
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O Lusocord, o Banco Público de Células do Cordão Umbilical, no Porto, ameaça fechar as suas portas devido a falta de financiamento por parte do governo, disse Manuel Pizarro, ex-secretário de Estado da Saúde, à agência Lusa.

 

Aberto em 2009, o Lusocord recebeu mais de 22 mil doações de sangue do cordão umbilical e efetuou a criopreservação de mais de oito mil. O deputado do PS considera que estes resultados são “extremamente favoráveis” e que são semelhantes aos dos “melhores bancos do mundo”.

 

“O banco público de células do cordão umbilical é absolutamente essencial para o país” e “completamente indispensável”, considera o ex-secretário de Estado da Saúde, lembrando que “há um conjunto de tratamentos de doenças muito graves, potencialmente mortais, que dependem da disponibilidade de células do cordão umbilical para a transplantação”.

 

Responsável pela criação do banco, Manuel Pizarro afirma que “o funcionamento do Lusocord está ameaçado porque o atual governo se recusa a garantir o financiamento e a permitir a contratação de alguns técnicos que são indispensáveis para que todas as doações de sangue do cordão sejam adequadamente analisadas e introduzidas na base de dados internacional”.

 

O ex-secretário de Estado da Saúde afirmou ainda que “se todas as doações de sangue do cordão que estão criopreservadas [no Lusocord] tivessem já todas as análises completas, e estivessem introduzidas na base de dados internacional, era estimado que haveria algumas centenas de utilizações em cada ano”.

 

Manuel Pizarro mencionou também o facto de haver “uma compensação económica que o banco receberia por essas utilizações internacionais”, afirmando que “o banco de células está a ser privado de uma possível receita resultante da sua atividade porque não tem o financiamento inicial que é necessário para que tudo esteja a funcionar em condições”.

 

“Estava prevista uma dotação orçamental de dois milhões de euros” dos quais “só foram atribuídos 500 mil euros” no orçamento de estado de 2011, que foi da responsabilidade do anterior governo. “Está a atingir-se o limite das possibilidades de manter o banco em funcionamento”, considerado pelos socialistas como um “desrespeito pelo interesse público”.

 

Segundo o deputado do PS, sendo que o Lusocord é “também uma das poucas instituições de âmbito nacional do Ministério da Saúde que funciona no Porto”, “parece que tudo o que funciona no Porto é ainda mais difícil de resolver por parte do atual governo”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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