Longevidade numa gota de sangue

Exame hematológico poderá prever quantos anos vivemos

03 fevereiro 2003
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Um simples exame ao sangue será, em breve, capaz de predizer quanto tempo uma pessoa vai viver.
 

 

Há já algum tempo, que os cientistas acreditam que o processo de envelhecimento é governado por minúsculas estruturas encontradas nas extremidades dos cromossomas - pedaços de ADN que contêm genes - , chamadas telómeros.
 

 

Cada vez que uma célula se divide, os telómeros tornam-se menores, até o ponto em que não se conseguem dividir. Acredita-se que essa falha em continuar a divisão, e dessa forma revigorar o tecido, estará por trás do processo de envelhecimento.
 

 

Agora, cientistas americanos, que trabalharam com amostras de sangue há mais de 20 anos, apresentam novas provas para comprovar sua teoria. Os investigadores descobriram que o tamanho do telómero é uma boa indicação da probabilidade de uma pessoa viver 15 anos a mais depois de atingir 60 anos.
 

 

Pessoas com telómeros mais curtos, segundo os cientistas, têm um risco maior de desenvolver doenças ligadas à idade. E, por isso, têm duas vezes mais hipóteses de morrer em 15 anos, especialmente de doenças do coração ou de pneumonia.
 

 

A equipa liderada por Richard Cawthon, da Universidade de Utah, em Salk Lake City, estudou 143 pessoas com mais de 60 anos. E descobriu que os indivíduos com telómeros maiores vivem entre quatro a cinco anos mais do que os que possuem telómeros menores, refere o estudo publicado na revista científica The Lancet.
 

 

As pessoas com telómeros menores também têm três vezes mais hipóteses de desenvolver doenças do coração e oito vezes mais de contrair uma doença infecciosa, especialmente pneumonia. As taxas de morte por ataques e por cancro também são maiores, mas não o suficiente para serem consideradas significativas. «Esse estudo reforça a hipótese de que o encurtamento dos telómeros é um processo fundamental no envelhecimento, contribuindo para a morte por múltiplas doenças ligadas à idade avançada», disse Cawthon à BBC_onLine. E acrescentou: «Se isso estiver correcto, pode ser possível estender a duração da vida adulta usando intervenções médicas que manteriam o tamanho do telómero».
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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