Longevidade em Portugal depende da classe social

Tese de doutoramento divulgada no “Diário de Notícias”

16 dezembro 2009
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Ao analisar, na sua tese de doutoramento, os registos de duas mil pessoas que morreram em dois hospitais, o enfermeiro e sociólogo Ricardo Antunes concluiu que, em Portugal, a maior diferença na longevidade é determinada pela classe social.

 

O estudo, divulgado pelo jornal “Diário de Notícias, defende que a análise de dois mil óbitos ocorridos num hospital de Lisboa e num outro do Alentejo demonstra que os portugueses mais ricos e com mais escolaridade vivem, em média, mais dez anos que os mais pobres.

 

Para justificar essa diferença na longevidade, os médicos encontram várias explicações, que não têm só que ver com o poder económico. "É uma questão de literacia, de assumir a responsabilidade que cada um tem na construção da sua própria saúde", defende Helena Cargaleiro, directora do centro de saúde da Venda Nova, na Amadora.

 

"As pessoas com mais rendimentos deixam de fumar mais cedo, mudam os hábitos alimentares e começam a fazer exercício físico", explicou o investigador ao “Diário de Notícias”, adiantando que o facto de ter dinheiro para um seguro de saúde, com consultas atempadas e diagnósticos precoces, também ajuda a salvar muitas vidas e a aumentar a longevidade.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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