Lisboa tem 1.400 toxicodependentes identificados, mas podem haver mais

Conclusão de diagnósticos sobre consumo de substâncias psicoativas

23 abril 2018
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Um diagnóstico pedido pela Câmara Municipal de Lisboa identificou 1.400 consumidores de droga na capital “em maior risco”, mas alerta para a existência de mais toxicodependentes.
 
Segundo apurou a agência Lusa, os “diagnósticos sobre consumos de substâncias psicoativas na cidade de Lisboa e respostas a implementar”, foram feitos pela Associação Crescer, Associação Ares do Pinhal, o Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT) e os Médicos do Mundo.
 
De acordo com um resumo ao qual a agência Lusa teve acesso, apesar de se estimar a existência de 1.400 consumidores em maior risco, “existe um número indeterminado de consumidores que neste momento não têm contacto com equipas”.
 
De acordo com o diagnóstico levado a cabo, esta população é “envelhecida, a larga maioria com idade superior a 40 anos, e que apresenta do ponto de vista social um perfil de pobreza e exclusão social”, sendo que são pessoas “em situação de habitação precária (sem-abrigo, em instituição de acolhimento, casa abandonada ou sem condições)”.
 
O vereador da área social da Câmara Municipal de Lisboa salientou que este é um número que “preocupa muito” o município e que estas pessoas são aquelas “em quem é preciso concentrar uma resposta deste tipo, um programa de consumo vigiado”.
 
Quanto ao padrão de consumo, as equipas verificaram “que a maioria são consumidores diários ou regulares, sendo ainda significativa a percentagem dos que referem partilhar material de consumo, o que possivelmente também está relacionado com as condições e contextos em que esse consumo é realizado”.
 
“É de salientar que a maioria refere consumir em espaço público e sem condições de higiene e segurança: na rua, casas de banho públicas, descampados, prédios abandonados”, elenca o resumo, acrescentando que “do ponto de vista da saúde, é uma população que apresenta elevadas prevalências para hepatite C, VIH e hepatite B, e baixos índices de tratamento destas infeções”.
 
Os responsáveis pelo estudo identificaram ainda “uma significativa prevalência de outras complicações associadas ao consumo injetado - infeções bacterianas e danos nas veias”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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