Linha SOS Professores recebe 600 apelos em 3 anos

Dados analisados pela Associação Nacional de Professores

17 março 2010
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Desde 2006, ano de abertura da linha SOS Professores, que cerca de 600 docentes se queixaram por serem vítimas de actos de violência física e verbal, de acordo com o jornal “Diário de Notícias”.

 

Os alunos são a principal razão de queixa (58,4%), mas os encarregados de educação também agridem os docentes, com 25,5% das queixas apresentadas, de acordo com dados analisados pela Associação Nacional de Professores.

 

Da análise aos dados constata-se ainda que são sobretudo as mulheres que procuraram apoio da linha telefónica. As faixas etárias dos 40 aos 49 anos e dos 50 aos 59 representam quase metade das chamadas efectuadas. Segundo Mário Nogueira, da Fenprof (Federação Nacional dos Professores), "as mais novas acabam por ter algum receio de fazer queixa, até por estarem há menos tempo na profissão. Já nas professoras com 50 ou mais anos, verifica-se um desgaste físico e psicológico. Podem ter a experiência de como lidar com situações problemáticas, mas o desgaste faz com que recorram a linhas como esta para terem algum tipo de apoio".

 

Os dados da linha demonstram também que são os alunos do terceiro ciclo (com 50 queixas) e do secundário (46 queixas) que motivam mais problemas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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