Linha SOS Criança recebeu mais de 3 mil pedidos de ajuda

UNICEF pede atenção para vítimas de abuso sexual

01 junho 2003
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A Linha SOS Criança recebeu 3.085 pedidos de auxílio em 2002 sobre situações de crianças em risco, maus tratos físicos e psicológicos, problemas de saúde, regulação do poder paternal, negligência, abusos sexuais e abandono escolar.
 

 

Problemas económicos, mendicidade e desaparecimentos foram outros alertas recebidos neste serviço nacional de atendimento telefónico, segundo dados domingo divulgados pelos Médicos do Mundo.
 

 

As crianças até aos cinco anos são as que mais sofrem atentados contra o seu bem-estar, seguindo-se a faixa dos seis aos 11 anos. Na maioria dos casos, as crianças são vítimas da própria família.
 

 

Os Médicos do Mundo afirmam, em comunicado, que a nível mundial existem 246 milhões de crianças a trabalhar em vez de frequentar a escola, a maior parte raparigas entre os cinco e os 17 anos.
 

 

Num relatório das Nações Unidas, datado de 18 de Abril de 2003, é denunciada a situação de «crianças envolvidas involuntariamente em conflitos armados, condenadas à escravidão sexual ou a trabalhos que envolvem riscos».
 

 

Apelo
 

 

A recuperação e reintegração das crianças que durante anos foram vítimas de abusos sexuais deve estar em primeiro, apesar das reacções imediatas ao casos mais mediáticos, defende domingo o Comité Português para a UNICEF.
 

 

«Ao celebrar o Dia da Criança num ambiente tão conturbado da vida nacional, o comité não pode deixar de sublinhar a importância de que se reveste o respeito pelos direitos da criança, consignados numa Convenção das Nações Unidas a que Portugal aderiu», afirma a organização em comunicado.
 

 

O comité recorda que, ao abrigo da convenção, os governos e outras entidades devem guiar-se pelo princípio fundamental do «interesse superior da criança», que deve ser encarado como uma responsabilidade e não como caridade.
 

 

«O abuso sexual de crianças e a pedofilia são violações dos direitos humanos inaceitáveis e fenómenos inquietantes perante os quais todos temos o dever de intervir. Mas, além das reacções imediatas suscitadas pelos casos mais flagrantes - que de forma alguma podem ficar impunes - não devem relegar para segundo plano as crianças que durante anos foram vítimas de tamanha violência», afirma o comité português.
 

 

Fonte: Lusa
 

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