Linha de Saúde 24 vai ajudar a deixar de fumar

Orientação da Sociedade Portuguesa de Pneumologia

02 setembro 2014
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A Linha Saúde 24 vai ter um serviço específico para aqueles que querem deixar de fumar, prestando conselhos, acompanhamento e possível comparticipação de medicamentos. Esta iniciativa arranca no final de setembro e estará sob a direção da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.
 
O responsável pela empresa que gere a Linha Saúde 24, Luís Pedroso Lima, referiu à agência Lusa já ter pedido de marcação de reunião com a Direção-Geral da Saúde (DGS) para esta semana onde será apresentado um projeto para a criação da linha de cessação tabágica.
 
De acordo com Luís Pedroso Lima, a linha não se limitará a dar conselhos, uma vez que está demonstrado que esse tipo de serviço tem pouca adesão. Esta será uma linha “proactiva”, ou seja, “além de receber chamadas, vai também fazer chamadas para reforçar a intenção de deixar de fumar”,
 
Está também em discussão a criação de uma via verde que dá prioridade a quem liga para a linha no acesso à consulta e a comparticipação de alguns medicamentos para ajudar a deixar de fumar.
 
“O primeiro contacto servirá para aferir o nível de dependência e a motivação da pessoa para deixar de fumar. Os pouco motivados serão logo aconselhados a fazer uma consulta de cessação tabágica com um médico”, disse Luís Pedroso Lima.
 
Os mais motivados serão acompanhados telefonicamente, com chamadas periódicas em dias definidos até ao dia estabelecido para “deitar fora o maço de cigarros e deixar de fumar”. “Depois do dia D [em que deixam de fumar], o utente continuará a receber chamadas de controlo e incentivo, que se vão tornando cada vez mais espaçadas”, em função do sucesso do programa.
 
Na proposta a ser apresentada à DGS, consta a gratuitidade da linha e a criação de uma “via verde de cessação tabágica, para que quem liga para a linha tenha prioridade no acesso à consulta”, acrescentou, especificando que isto vale para os que estão motivados a deixar de fumar.
 
Luís Pedroso Lima afirma que algumas pessoas conseguirão deixar de fumar apenas com a força de vontade, mas reconhece que a grande maioria necessita de apoio terapêutico, sobretudo substâncias nicotínicas (pensos e pastilhas), mas também medicamentos sujeitos a prescrição médica.
 
A comparticipação é uma possibilidade em cima da mesa, uma vez que a proposta é a de que “semanalmente a instituição que gere a linha forneça pensos e pastilhas”, mas apenas enquanto a pessoa se mantiver no programa. A outra possibilidade é a de a empresa emitir um voucher para ser usado na farmácia.
Luís Pedroso Lima destacou o empenho da SPP que tomou a iniciativa de recomendar aos médicos que aconselhem todos os doentes pulmonares crónicos fumadores a aderir à linha.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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