Limpeza oral reduz risco de enfarte do miocárdio e de AVC

Estudo apresentado na reunião da American Heart Association

17 novembro 2011
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A limpeza oral reduz em 24% a probabilidade de sofrer um enfarte agudo do miocárdio e 13% o risco de um acidente vascular cerebral (AVC), em comparação com aqueles que nunca realizaram o procedimento, de acordo com um estudo realizado por cientistas de Taiwan.

 

Os resultados do estudo, liderado por Zu-Yin Chen, cardiologista no Hospital Geral de Veteranos, em Taipei, foram apresentados durante uma reunião da American Heart Association, que se realizou esta semana em Orlando, EUA.

 

A investigação concluiu que a limpeza oral, realizada por um profissional, reduz o crescimento de bactérias que causam a inflamação e que podem conduzir a doenças cardíacas. "A protecção contra doenças cardíacas e acidente vascular cerebral foi mais pronunciada em participantes que foram submetidos a uma limpeza oral pelo menos uma vez por ano", disse o líder da investigação, em comunicado de imprensa.

 

Os cientistas consideraram a limpeza oral frequente se ocorresse pelo menos duas ou mais vezes em dois anos; a limpeza ocasional foi considerada por uma vez ou menos em dois anos.

 

O estudo analisou mais de 100 mil pessoas desde 2007, concentrando-se nos dados dos registos do Serviço Nacional de Saúde de Taiwan. Nenhum dos casos tinha histórico de enfarte agudo do miocárdio ou de AVC. Os participantes foram acompanhados durante uma média de sete anos. O estudo incluiu mais de 51 mil adultos que tinham realizado limpeza oral (frequente ou ocasional) e o mesmo número de pessoas, que serviram de controlo, mas que nunca tinham feito limpeza oral. No entanto, a investigação não ajustou factores de risco, tais como o tabagismo ou a obesidade.

 

Noutro estudo, realizado em separado, os investigadores verificaram que valor dos marcadores para a doença periodontal (que afecta as gengivas) podia prever enfarte agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva e acidente vascular cerebral em diferentes formas e em diferentes graus.

 

O trabalho, liderado por Anders Holmlund, do centro de pesquisa e desenvolvimento do County Council of Gävleborg, Suécia, analisou 7.999 participantes com doença periodontal e verificou que quem tinha menos de 21 dentes apresentou um aumento de 69% no risco de enfarte agudo do miocárdio, em comparação com aqueles que tinham com mais dentes.

 

O estudo também concluiu que quem tinha um maior número de infecções nas gengivas apresentou um aumento de 53% do risco de enfarte do miocárdio; uma menor quantidade de dentes foi associada a um risco 2,5 maior de insuficiência cardíaca congestiva, em comparação com aqueles que tinham mais dentes. Quem apresentava uma maior incidência de sangramento gengival tinha um risco 2,1 maior de AVC, em comparação com aqueles com menor incidência.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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