Limpeza das feridas mais importante que toma de antibiótico

Estudo publicado “Pediatrics”

25 fevereiro 2011
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Uma adequada limpeza e drenagem de feridas infectadas pelo Staphylococcus aureus meticilino-resistente (SAMR) é bem mais importante para a sua cura do que a escolha de um antibiótico, sugere um estudo publicado no “Pediatrics”.

 

Os investigadores do Johns Hopkins Children's Center, nos EUA, começaram por testar em 191 crianças, com idades compreendidas entre os seis meses e os 18 anos, a eficácia de dois antibióticos comummente utilizados no tratamento de infecções da pele. Destas, 133 estavam infectadas com SAMR e as restantes apresentavam simples infecções por Staphylococcus. Num grupo de crianças foi administrado cefalexina, um antibiótico classicamente utilizado para combater as infecções provocada pela maioria das estirpes de Staphylococcus com excepção da SAMR, e ao outro grupo foi dada clindamicina, conhecida por combater mais eficazmente as bactérias resistentes.

 

O estudo revelou que, para surpresa dos investigadores, independentemente do antibiótico utilizado, 95% das crianças tinham recuperado completamente ao fim de uma semana. Esta constatação levou os autores do estudo a concluir que a chave da cura estava no cuidado apropriado da ferida e não na escolha do antibiótico.

 

O investigador principal do estudo, Aaron Chen, revela em comunicado de imprensa que “a boa notícia é que o cuidado da ferida, a limpeza, a drenagem e o facto de manter a área infectada limpa, é o que realmente faz a diferença entre a cura rápida e infecção persistente".

 

O investigador recorda que o cuidado apropriado da ferida sempre foi a pedra basilar do tratamento das infecções da pele, mas admite que nos últimos anos muitos médicos começaram a prescrever antibióticos de forma preventiva, facto que, segundo o especialista, pode causar sérios efeitos colaterais, aumentando a resistência a fármacos e os custos de saúde.

 

O investigador sénior do estudo, George Siberry, acrescenta ainda que “muitos médicos, compreensivelmente, assumem que os antibióticos são sempre necessários para tratar infecções bacterianas, mas há evidências que sugerem” que nem sempre são necessários. Precisamos de estudos que meçam com precisão o benefício de antibióticos para nos ajudar a determinar quais os casos em que necessitamos deles e os que passaríamos bem sem eles."

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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