Limitação dos tratamentos de infertilidade

Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução critica decisão

06 maio 2013
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A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR) criticou a limitação dos tratamentos de casais inférteis a um por ano, no Serviço Nacional de Saúde (SNS), considerando que pode comprometer o sucesso do apoio médico à reprodução.
 

“Esta limitação acaba por desmotivar os casais e diminuir a taxa de êxito dos tratamentos”, revelou a presidente da SPMR, Teresa Almeida Santos, alertando que “muitos casais podem perder a oportunidade” de ter filhos devido àquela imposição.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que no SNS, cada casal pode realizar apenas um ciclo de tratamento por ano, podendo, se for necessário, fazer um total de três tentativas custeadas pelo Estado.
 

“Não se justifica que haja um protelar do tratamento. Numa mulher que se aproxima dos 40 anos, isto pode significar que perderá a oportunidade” de ter filhos, afirmou a diretora do Serviço de Reprodução Humana dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC, atualmente integrados no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra – CHUC).
 

Teresa Almeida Santos defendeu que a imposição de um tratamento por ano “não faz sentido” se não houver listas de espera.
 

“A idade da mulher é um dos fatores críticos” da infertilidade, salientou.
 

A limitação de um tratamento por ano “não tem nenhuma vantagem económica” e pode contribuir “para não aumentar a natalidade” em Portugal.
 

Na sua opinião, os três tratamentos assumidos pelo SNS “podem ser feitos num ano ou em ano e meio”, quando “cada vez mais tarde as mulheres decidem” ter filhos.
 

As listas de espera para procriação medicamente assistida “são significativas em Lisboa e no Sul”, onde o SNS “não tem capacidade de resposta para a população” desta zona do país, disse.
 

Já em Coimbra, por exemplo, “há capacidade instalada para fazer mais do que se faz” atualmente, o que permite concluir que “seria importante repensar esta realidade” da limitação dos tratamentos a um por ano.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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