Liga Portuguesa Contra o Cancro realizou milhares de consultas gratuitas

Declarações de um especialista da Liga Portuguesa Contra o Cancro

25 maio 2012
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A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) realizou em dois anos mais de 5.600 consultas gratuitas de acompanhamento psico-emocional para doentes oncológicos e seus familiares.

 

As oito unidades fixas de psico-oncologia foram criadas em 2009, mas só nos últimos dois anos foram realizadas 5.638 consultas, apoiados 794 doentes e acompanhados 97 casos de luto. O perfil do doente é maioritariamente feminino, com idades compreendidas entre os 30 e 45 anos e pertencentes à classe média.

 

O psicólogo e sexólogo Renato Martins, diretor clínico das unidades de psico-oncologia da LPCC, revelou à agência Lusa que “a existência de um apoio psicológico especializado ao longo das diferentes fases da doença oncológica, que contemple o tratamento dos principais quadros psicopatológicos e a erradicação de sintomatologias disruptivas, é fundamental para que estes doentes consigam alcançar um "verdadeiro estado de saúde’”.

 

“O acompanhamento psicológico integrado do doente oncológico e dos seus familiares constitui um fator fundamental para a promoção de uma melhor qualidade de vida e para a potencialização dos efeitos dos tratamentos médicos realizados”, disse o psicólogo.

 

Segundo Renato Martins, “independentemente da localização e das características histológicas do tumor, a presença de quadros psicopatológicos em doentes oncológicos é bastante mais frequente do que na população saudável”.

 

“O registo de perturbações de autoestima e da imagem corporal, a presença de disfuncionalidade sexual latente, a subsistência de perturbações hipocondríacas, a exacerbação das problemáticas do foro relacional e a presença concomitante de quadros depressivos e ansiosos, mais ao menos graves, são bastante comuns nestes doentes”, acrescentou.

 

O psicólogo referiu ainda que está provado cientificamente, que tal “regalia”, para além de potencializar a qualidade de vida dos doentes oncológicos, melhora as taxas de adesão terapêutica, reduz o impacto das possíveis somatizações, combate os efeitos nefastos dos excessos medicamentosos e reduz o tempo de recuperação clínica dos pacientes.

 

“Em última análise, pode contribuir para a promoção de um aumento efetivo do seu tempo de sobrevida por estimulação indireta do bom funcionamento imunitário”, frisou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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