Liga Portuguesa Contra a Epilepsia inaugura sede nacional no Porto

O que é e como se trata, conheça as respostas

08 novembro 2001
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A sede da Liga Portuguesa Contra a Epilepsia foi esta manhã inaugurada no Porto, numa cerimónia que contou com a presença de alguns membros da Organização
 

Mundial de Saúde e da Liga Internacional, entre vários especialistas e entidades oficiais.
 

 

A partir de hoje, a sede passará a funcionar oficialmente na Avenida da Boavista, nº 1015 - 6º, sala 601, Porto.
 

 

A também denominada «doença das ausências» afecta cerca de 50 mil portugueses com especial incidência nas crianças, adolescentes e idosos. Segundo um comunicado da Liga, esta ocasião oficial é também uma oportunidade de sensibilizar o poder político para as recomendações do Parlamento Europeu, bem como os Governos sobre a epilepsia.
 

 

O que significa epilepsia?
 

 

A palavra epilepsia tem origem grega e significa uma condição de tornar-se dominado, apanhado ou atacado. O povo usava-a por acreditar que as crises eram causadas por um demónio. Assim a epilepsia tornou-se uma doença sagrada.
 

 

Esta é a base para os mitos e medos que rodeiam a epilepsia, e que influenciam as atitudes populares no sentido de dificultar ainda mais o alcance de uma vida normal para os portadores da mesma. A palavra epilepsia não significa mais do que uma tendência para ter crises.
 

 

O que é epilepsia?
 

 

Epilepsia é uma condição neurológica que ocorre periodicamente e produz breves distúrbios nas funções eléctricas cerebrais normais. A função cerebral normal é garantida por milhões de pequenas cargas eléctricas que passam entre as células nervosas do cérebro e em todas as partes do corpo. Quando alguém tem epilepsia, este padrão normal pode ser interrompido por surtos intermitentes de energia eléctrica muito mais intensa do que o habitual.
 

 

Isto pode afectar a consciência da pessoa e provocar movimentos corporais ou sensações por curtos períodos de tempo. Estas mudanças fisiológicas são chamadas de crises epilépticas. Os surtos não habituais de energia podem ocorrer em apenas uma área do cérebro (crises parciais), ou podem afectar células nervosas através de todo cérebro (crises generalizadas).
 

 

A função cerebral normal não pode regressar até que o surto eléctrico desapareça. Condições cerebrais que produzem estes episódios podem estar presente desde o nascimento, ou podem se desenvolver mais tarde devido a traumatismos, infecções, anormalidades estruturais, exposição a agentes tóxicos, ou por razões que ainda não são bem entendidas.
 

 

Algumas doenças ou traumatismos severos podem afectar o cérebro ao ponto de produzir uma crise isolada. Quando as crises continuam a ocorrer por razões desconhecidas ou por um problema subjacente que não pode ser resolvido a condição é denominada epilepsia. A epilepsia afecta pessoas de todas as idades, todas nacionalidades e todas as raças. Também animais, como cães, gatos, coelhos e ratos podem sofrer de ataques epilépticos.
 

 

Tratamentos
 

 

Apesar de não existir cura conhecida para a epilepsia, vários medicamentos podem frequentemente controlar as crises. Por vezes, uma cirurgia para remover a parte do cérebro onde as crises têm originam pode resolver o problema.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

Fonte: Enciclopédia de Medicina, Selecções do Reader s Digest
 

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