Liga Contra o Cancro apela à generosidade dos portugueses

Peditório decorre até 2 de novembro

31 outubro 2016
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O presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) apela à generosidade dos portugueses no peditório que arrancou este sábado, de forma a poder responder ao crescente número de pedidos de apoio financeiro de doentes oncológicos carenciados.
 
De acordo com Vítor Veloso, “as situações de miséria são cada vez mais visíveis e é por isso que a liga recebe mais pedidos de apoio”. 
 
Em 2015, a LPCC prestou mais de 21 mil apoios financeiros a doentes oncológicos, num total de mais de 700 mil euros, um acréscimo de mais de três mil pedidos que em 2014 e mais de quatro mil do que em 2013.
 
Segundo o dirigente, este aumento está relacionado com a perda de vergonha em pedir ajuda, principalmente por parte da classe média que caiu em situação de pobreza devido à crise.
 
“Essa vergonha já está menos visível e recorrem mais à liga e nós queremos que recorram porque para nós é fundamental auxiliar todos aqueles que precisam”, sublinhou, em declarações à agência Lusa.
 
O oncologista explicou que a verba disponibilizada tem como objetivo ajudar os doentes mais carenciados a adquirir medicamentos, próteses, óculos, a pagar o transporte para consultas e tratamentos, mas também a pagar a alimentação e até mesmo as contas da eletricidade e da renda da casa. Vítor Veloso congratula-se pelo facto de a Liga ter conseguido responder a todos os pedidos.
 
Daí que destaque a importância do peditório que se estende até dia 2 de novembro e que tem como objetivo manter “as inúmeras atividades de apoio ao doente oncológico”, como o rastreio do cancro da mama, as ações de prevenção, o fomento do estudo e da investigação em oncologia.
 
Vítor Veloso afirma-se confiante “na grande generosidade da população portuguesa” e de conseguir angariar os 1,5 milhões alcançados no ano passado. O oncologista realça a importância dos donativos porque “não tem qualquer ajuda estatal, o que é dramático para organizações como a Liga”.
 
“Vemos com desgosto que se gastam centenas de milhões de euros em fundações que não fazem absolutamente nada, ao passo que nós prestamos contas de tudo aquilo que fazemos, mas é uma situação que nos dá satisfação porque cada cêntimo que entra é justificado, é auditado, segue todos os trâmites e nada é mal gasto”, sublinha.
 
Em 2015, a LPCC realizou 4.800 consultas e apoiou 812 doentes, através do programa de consultas de psico-oncologia, acompanhou 7.332 doentes em centros de dia e recebeu 97 doentes em lares da instituição.
 
Realizou ainda 295.122 mamografias em 27 unidades móveis e seis fixas, no âmbito do programa nacional de rastreio de cancro da mama, uma “gigantesca tarefa” da Liga, que está encarregada de “fazer todo o rastreio do país”, disse Vítor Veloso.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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