Leucemia: tratamento experimental mostra-se promissor

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

30 junho 2015
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Um novo tratamento experimental para um tipo de leucemia rara e mortal foi capaz de provocar a remissão da doença, mesmo para aqueles pacientes em que a terapia habitual tinha falhado, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.


De forma a tentar combater a leucemia prolinfocítica de células T, os investigadores da Universidade de Virgínia, nos EUA, utilizaram a imunoterapia para ativar o sistema imunológico, combinada com a epigenética para manipular a atividade dos genes. Este tipo de terapia é bastante promissora não apenas para o tratamento da leucemia prolinfocítica de células T, como também para muitos outros tipos de cancro.


O estudo, liderado por Elliot Epner, incluiu oito pacientes com leucemia prolinfocítica de células T, um cancro agressivo de tratamento extremamente difícil. Este é um cancro muito raro que surge com mais frequência nos homens idosos.


Os investigadores verificaram que apesar de o tratamento experimental não ter curado os pacientes levou-os todos para um estadio de remissão. Verificou-se também que o tratamento funcionou repetidamente, oferecendo aos pacientes a possibilidade de serem tratados várias vezes e obter o mesmo benefício, aumentando assim o tempo de que dispunham para que fosse encontrado um dador de medula óssea/células estaminais. Adicionalmente, de forma a poderem ser submetidos a um transplante, os pacientes têm de entrar primeiro em remissão.


O tratamento tem ainda algumas limitações, nomeadamente no que diz respeito à toxicidade, o que impõe algumas restrições na quantidade de tratamentos que podem ser administrados e pode levar à supressão do sistema imunológico, podendo conduzir a infeções e outras complicações. Um dos pacientes esperava viver apenas quatro meses, mas sobreviveu ao longo de 34. Três outros pacientes ainda estavam vivos na altura em que os investigadores estavam a compilar os resultados.


Uma vez que os tratamentos utilizados estão já comercialmente disponíveis, significa que, em teoria, os médicos já os podem administrar sem testes adicionais. Contudo, na opinião de um dos autores do estudo, T. P. Loughran, são necessários estudos adicionais de maiores dimensões, mas a raridade da doença pode dificultar o recrutamento de pacientes.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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