Leucemia: terapia celular mostra resultados surpreendentes

Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

24 fevereiro 2014
  |  Partilhar:

Leucemia entra em completa remissão após os pacientes terem sido tratados com as suas próprias células imunes geneticamente modificadas, dá conta o estudo publicado na “Science Translational Medicine”.
 

A leucemia linfoblástica aguda de células B adultas (B-ALL, sigla em inglês) é um tipo de cancro que tem início num tipo de células do sangue, os linfócitos. Este é um cancro de difícil tratamento uma vez que a maioria dos pacientes tem recidivas. Estes pacientes têm poucas opções de tratamento e apenas respondem à quimioterapia. Sem um transplante de medula, poucos têm uma longa esperança de vida.
 

Baseada em células, a imunoterapia dirigida é uma nova abordagem para tratar o cancro que utiliza as próprias células do sistema imunitário para atacar e eliminar as células cancerígenas. Contrariamente ao que nomeadamente ocorre com o vírus da gripe, o sistema imune não é capaz de reconhecer as células cancerígenas como algo estranho, tendo por isso dificuldade em erradicar a doença.
 

Há mais de uma década que os investigadores do Centro de Cancro Memorial Sloan Kettering, nos EUA, têm vindo a explorar formas de alterar os linfócitos T para que estes reconhecessem e atacassem as células cancerígenas. Em 2003, os investigadores conseguiram que estes linfócitos reconhecessem uma proteína presente nas células B, a CD19.  
 

Neste estudo, a mesma equipa de investigadores administrou a 16 pacientes com B-ALL reincidente uma infusão dos seus próprios linfócitos T modificados que reconheciam a proteína CD19.
 

O estudo apurou que 88% dos pacientes entraram em remissão completa após o tratamento. “Estes resultados extraordinários demonstram que a terapia celular é um tratamento eficaz para os pacientes que já esgotaram todas as terapias convencionais”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Michel Sadelain.
 

O estudo também forneceu conselhos para o controlo dos efeitos secundários decorrentes da terapia celular, os quais podem incluir sintomas gripe severa.
 

Os investigadores revelaram ainda que já estão em curso estudos adicionais que têm como objetivo determinar se a terapia celular pode ser aplicada a outros tipos de cancro.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.