Leucemia: novas possibilidades de tratamento

Estudo publicado no “Journal of Experimental Medicine”

27 junho 2014
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Investigadores do Singapore Immunology Network descobriram, nas células de leucemia, uma nova classe de lípidos que é detetada por um tipo específico de células imunes. O estudo publicado no “Journal of Experimental Medicine” sugere que esta nova forma de reconhecimento das células cancerígenas pelo sistema imune abre novas portas para o tratamento desta doença através da imunoterapia.

 

A leucemia é caracterizada pela acumulação de células cancerígenas que têm origem nas células do sangue ou medula óssea. Os atuais tratamentos desta doença incluem a quimioterapia, a qual erradica as células cancerígenas, e os transplantes de células estaminais que restauraram as células sanguíneas saudáveis.

 

Neste estudo, os investigadores identificaram uma nova classe de lípidos, os ácidos lisofosfatídicos (mLPA, sigla em inglês) que se acumulam nas células de leucemia. Foi também constatado que estes lípidos eram reconhecidos por um tipo específico de linfócitos T.

 

O estudo apurou que esta deteção conduziu ao desenvolvimento de uma resposta imune que ativa os linfócitos T a matarem as células de leucemia e assim limita a progressão do cancro. A eficácia dos linfócitos T na morte das células de leucemia foi também demonstrada num modelo animal para esta doença.

 

Este estudo mostrou pela primeira vez que tal como as proteínas, os lípidos presentes nas células cancerígenas, particularmente o mLPA, são também capazes de ativar os linfócitos T. Uma vez que os lípidos presentes nas células cancerígenas não diferem entre indivíduos, este reconhecimento pelos linfócitos ocorre em todos o indivíduos

 

“A identificação do mLPA e do seu papel na ativação das células T específicas é algo novo. Este conhecimento pode não só ajudar a desenvolver novos estudos, como também a complementar os atuais estudos de imunoterapia que se centram nas proteínas de células cancerígenas”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Lucia Mori.

 

O investigador referiu ainda que os atuais tratamentos correm o risco de falhar devido ao facto das células de leucemia residuais, que sobrevivem após transplante de células estaminais, voltarem a crescer de novo. Deste modo, a imunoterapia com linfócitos T poderá funcionar como um tratamento complementar para uma abordagem terapêutica mais eficaz e segura contra a leucemia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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