Leucemia mielóide aguda: novo tratamento desenvolvido

Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

22 abril 2013
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Investigadores japoneses identificaram um composto que poderá ser utilizado como um novo tratamento para impedir a reincidência da leucemia mielóide aguda, refere um estudo publicado na “Science Translational Medicine”.
 

A leucemia mielóide aguda é um tipo de cancro do sangue grave que é iniciado nas células da medula óssea. Apesar da maioria dos pacientes ser inicialmente capaz de lutar contra esta doença, através da quimioterapia convencional, os resultados a longo prazo não são muito positivos devido à reincidência da doença.
 

“Para que os resultados sejam melhorados, é essencial perceber os mecanismos de reincidência da leucemia mielóide aguda e desenvolver estratégias de tratamento eficazes para reduzir estas situações”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Ishikawa.
 

A comunidade científica constatou, ao longo da última década, que as células da medula óssea, conhecidas por células estaminais leucémicas, desempenhavam um papel importante na patogénese da leucemia mielóide aguda, assim como na resistência à quimioterapia e às recaídas. Estudos anteriores sugeriam que caso as células estaminais leucémicas não fossem corretamente eliminadas pela quimioterapia poderia ocorrer uma reincidência da doença.
 

Neste estudo, os investigadores do RIKEN Center for Integrative Medical Sciences, no Japão, desenvolveram um modelo animal para estudar a leucemia mielóide aguda e as células estaminais leucémicas. Através da utilização deste modelo foi possível identificar uma proteína, a HCK. Foi verificado que esta proteína estava presente em maiores quantidades nas células estaminais leucémicas do que nas células estaminais saudáveis. Desta forma, a HCK poderia ser utilizada como alvo terapêutico da doença.
 

Posteriormente, os investigadores analisaram uma biblioteca de dezenas de milhares de moléculas que poderiam atuar como agentes terapêuticos através da inibição específica da HCK. Após terem identificado uma molécula promissora, esta foi testada no modelo animal para a leucemia mielóide aguda. Foi verificado que a administração desta molécula conduziu a uma redução significativa das células estaminais leucémicas no sangue e medula óssea dos ratinhos.
 

“Estes resultados sugerem que o tratamento com esta molécula pequena poderá ajudar a reduzir a recaídas nos pacientes com leucemia mielóide aguda”, concluem os autores do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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