Leucemia infantil pode ser herdada

Estudo publicado na revista “Blood”

09 setembro 2013
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Investigadores do Reino Unido descobriram duas variantes genéticas, que mostram que tanto a suscetibilidade, como a sobrevivência à leucemia infantil podem ser herdada, dá conta um estudo publicado na revista “Blood”.
 

Esta descoberta realizada pelos investigadores do Institute of Cancer Research, no Reino Unido, poderá conduzir ao desenvolvimento de novos fármacos para as crianças que não respondem aos tratamentos atuais.
 

A leucemia linfoblástica aguda é o tipo de cancro mais comum na infância e na adolescência. Este cancro desenvolve-se quando a medula óssea produz um tipo de glóbulos brancos, os linfócitos, em demasia. O início desta doença tende a ocorrer entre os dois e os quatro anos de idade.
 

Para o estudo os investigadores, liderados por Richard Houlston, analisaram o genoma de mais de 1.500 crianças com leucemia e de 4.500 crianças saudáveis. Foi verificado que havia uma forte ligação entre dois polimorfismos de nucleotídeo simples (SNP, sigla em inglês), ou seja variações na sequência do ADN num único nucleotídeo, e a suscetibilidade à leucemia.
 

Um dos SNP identificados, o rs3824662, foi associado a um subtipo de tumor conhecido por duplicar a taxa de reincidência e de estar envolvido numa baixa sobrevivência. “Estes resultados são muito importantes uma vez que fornecem evidências adicionais para a suscetibilidade do desenvolvimento de leucemia linfoblástica aguda infantil hereditária”, revelou, em comunicado de imprensa, Richard Houlston.
 

Apesar de as taxas de sobrevivência desta doença terem aumentado nos últimos anos e os tratamentos terem sofrido grandes avanços, os investigadores referem que ainda existem cerca de 10% a 20% dos pacientes que não respondem aos tratamentos.
 

“A longo prazo, o conhecimento sobre os genes e as vias que desempenham um papel chave no desenvolvimento da leucemia linfoblástica aguda serão importantes para o desenvolvimento de novas terapias e para o ajuste dos tratamentos de cada paciente”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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