Leucemia: descoberto mecanismo de resistência aos fármacos

Estudo publicado na revista “Nature”

03 junho 2014
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Investigadores canadianos identificaram um mecanismo que permite à leucemia mielóide aguda adquirir resistência aos fármacos anticancerígenos e consequentemente recidivar, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.
 

Este estudo conduzido pelos investigadores da Universidade de Montreal, no Canadá, representa um grande avanço no combate contra uma das formas de leucemia mais mortais, uma vez que sugere estratégias para ultrapassar a resistência aos tratamentos. Adicionalmente o tipo de resistência identificada está também envolvida noutro tipo de cancros. Desta forma, o desenvolvimento de um regime de tratamento baseado nestes resultados poderia ter uma vasta aplicação em diferentes cancros.
 

Estudos anteriores, realizados pela mesma equipa de investigadores, já tinham sugerido que a utilização de ribavirina poderia ter efeitos benéficos em determinados pacientes com cancro. Na verdade, o primeiro ensaio com este fármaco teve resultados promissores. “Contudo, tal como ocorre frequentemente com a administração de um único fármaco, todos os pacientes eventualmente sofreram recidivas”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo.
 

Agora neste estudo, liderado por Kathy Borden, foi demonstrado por que motivo a ribavirina, bem como outro fármaco quimioterápico conhecido, se tornava eventualmente ineficaz. Através do estudo de células cancerígenas resistentes ao tratamento e provenientes de pacientes com leucemia mielóide aguda, os investigadores verificaram que o gene GLI1 se encontrava excessivamente ativo nestas células.
 

O estudo refere que felizmente já existem fármacos capazes de inibir a atividade do GLI. Foi demonstrado que estes fármacos foram capazes fazer com que as células ficassem de novo sensíveis à ribavirina.
 

Os investigadores esperam que a combinação destes fármacos com a ribavirina, ou outro tratamento semelhante, impeça o desenvolvimento de resistência nos pacientes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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