Lesões na pele de doentes com lúpus têm grandes quantidades de bactérias

Estudo publicado na revista “Journal of Investigative Dermatology”

12 fevereiro 2020
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Uma investigação desenvolvida na Universidade de Michigan, EUA, revela que pessoas com lúpus têm uma elevada presença da bactéria Staphylococcus aureus nas lesões cutâneas.
 
A lúpus é uma doença autoimune que pode afetar apenas a pele, mas também pode atacar outros tecidos e órgãos, como os rins, coração ou pulmões. Caracteriza-se por lesões cutâneas que provocam dor, vermelhidão, calor e inchaço e não tem cura.
 
Neste estudo, a equipa de cientistas descobriu que um dos sintomas da lúpus, as lesões cutâneas, estão a deixar os doentes mais vulneráveis a infeções cutâneas, com risco de as transmitirem.
 
Os investigadores, liderados por Michele Kahlenberg, descobriram que 50% das lesões cutâneas em doentes com lúpus contêm uma presença anormalmente alta da bactéria Staphylococcus aureus, bactéria responsável por infeções da pele.
 
Usando uma coorte da Universidade, descobriu-se que os doentes com lúpus tinham uma colonização de bactérias Staphylococcus aureus na pele mais alta do que os adultos saudáveis (40% contra 30%). Porém, durante as lesões na pele ativas, a proporção de bactérias nos doentes aumentava para 50%.
 
Foi ainda observado que a proteína na pele dos doentes com lúpus chamada interferão, já conhecida pelo papel na sensibilidade à luz do sol e na inflamação, aumenta a aderência da bactéria à pele.
 
A bactéria é a grande responsável por infeções nos doentes com lúpus e alguns estudos afirmam que é também a causadora de nefrite e da inflamação nos rins.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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