Lesão cerebral traumática pode causar problemas neurológicos e psiquiátricos

Estudo apresentado na Conferência e Feira Nacional da Academia Americana de Pediatria

06 novembro 2018
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Um estudo revelou que as crianças que sofrem lesões cerebrais traumáticas apresentam um maior risco de desenvolverem problemas neurológicos e psiquiátricos.
 
O estudo que foi liderado por Lindsey Armstrong, médica e investigadora no Hospital Pediátrico de Boston, EUA, indicou que aquele tipo de lesões, na infância, apresenta consequências a longo prazo, pondo as crianças em maior risco de sofrerem dores de cabeça, depressão e problemas mentais e intelectuais até cinco anos após o evento.
 
Para a investigação, a equipa de Lindsey Armstrong recolheu informação clínica sobre mais de três milhões de filhos de militares, de uma base de dados de saúde nos EUA.
 
Os investigadores compararam informação sobre pacientes diagnosticados com lesão cerebral traumática, com informação sobre pacientes que tinham sofrido lesões ortopédicas, tendo combinado os pacientes consoante a idade, sexo e índice de severidade da lesão.
 
Foi apurado que 55% dos participantes apresentavam lesões leves, 41% lesões moderadas e 4% lesões graves. 
 
Como resultado, 39% das crianças que tinham sofrido lesão cerebral traumática desenvolveram sintomas neuropsiquiátricos: dores de cabeça (15%), doença mental (15%), incapacidade intelectual (13%), depressão/ansiedade (5%), convulsões (4%) e lesões cerebrais (4%). 
 
Nas crianças que tinham sofrido lesões ortopédicas, 16% também desenvolveram sintomas neuropsiquiátricos como: incapacidade intelectual (8%), doença mental (4%), depressão/ansiedade (3%), dores de cabeça (2%), convulsões (1%) e lesões cerebrais (1%). 
 
Os investigadores descobriram ainda que, no espaço de cinco anos após o evento, apenas 59% das crianças que tinham sofrido lesão cerebral traumática estavam livres de sintomas, contra 80% das crianças com lesão ortopédica. 
 
“Estes dados provam que se deve promover uma vigilância apertada nas crianças lesionadas, mesmo durante anos após o evento”, defende Lindsey Armstrong.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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