Leite materno melhora saúde cardíaca dos bebés prematuros

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

16 junho 2016
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A amamentação melhora a estrutura e função cardíaca dos bebés prematuros a longo prazo, sugere um estudo publicado na revista “Pediatrics”.
 

O coração dos bebés prematuros desenvolve-se frequentemente de forma anormal. Os investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, já tinham comprovado em estudos anteriores que, na idade adulta, o coração dos indivíduos que tinham nascido prematuramente tinha câmaras mais pequenas, paredes mais espessas e uma função reduzida.
 

Alguns estudos também têm sugerido que a amamentação apresenta vários benefícios para os bebés, incluindo redução do risco de asma, da obesidade infantil, leucemia, eczema e otites.
 

Uma vez que se acredita que as alterações no coração apareçam nos primeiros meses de vida após o nascimento, os investigadores decidiram averiguar se a forma de alimentação dos bebés durante este período poderia alterar o modo como o coração se desenvolve.
 

Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 102 adultos na casa dos 20 anos, que faziam parte de um estudo que os acompanhou desde o nascimento e que avaliou como os diferentes regimes alimentares influenciavam a saúde.
 

"Convidámos os indivíduos que tinham sido acompanhados durante toda a vida a virem até Oxford para um estudo cardiovascular detalhado e utilizámos essa informação para investigar como diferentes regimes alimentares poderiam afetar o desenvolvimento do coração a longo prazo", explicou, em comunicado, o líder do estudo, Adam Lewandowski.
 

Os investigadores contaram também com a participação de 102 adultos com idades similares que não tinham nascido prematuramente.
 

O estudo apurou que os adultos que tinham nascido prematuramente tinham um volume e uma função cardíaca reduzida, comparativamente com aqueles nascidos de termo. Contudo, esta redução foi significativamente menor nos indivíduos que tinham sido exclusivamente alimentados com leite materno, comparativamente com os alimentados com leite de fórmula.
 

Adicionalmente, verificou-se que entre aqueles que foram alimentados com uma combinação de leite materno e de fórmula, quanto mais leite materno tinham consumido em bebés melhor era a sua estrutura e função cardíaca na idade adulta.
 

Esta relação entre a amamentação e uma melhor saúde materna mais tarde na vida manteve-se constante mesmo após os investigadores terem tido em conta vários fatores.

 

“Mesmo o melhor leite de fórmula carece de alguns fatores de crescimento, enzimas e anticorpos que o leite materno fornece aos bebés em desenvolvimento. Estes resultados demonstraram que mesmo nos indivíduos cujo nascimento prematuro afetou inevitavelmente o seu desenvolvimento, a amamentação pode ser capaz de melhorar o desenvolvimento do coração”, concluiu o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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