Leite de fórmula modificado não previne a diabetes de tipo 1

Estudo publicado na “JAMA”

05 janeiro 2018
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Um ensaio internacional demonstrou que o leite de fórmula modificado não consegue prevenir o desenvolvimento de diabetes de tipo 1 em crianças com fatores de risco genéticos para a doença.
 
Estudos efetuados anteriormente tinham demonstrado que a exposição precoce a proteínas complexas estranhas, como as proteínas do leite de vaca, poderá fazer aumentar o risco de diabetes de tipo 1 em crianças pequenas com propensão genética.
 
A equipa da Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh, EUA, decidiu, em 2002, investigar se após deixarem a amamentação materna, se se atrasasse a exposição pelas crianças a proteínas complexas, como leite modificado de vaca por exemplo, isso diminuiria o risco de desenvolverem diabetes de tipo 1.  
 
Para o estudo, os investigadores recrutaram 2.159 bebés que tinham um membro da família que tinha diabetes de tipo 1. Após terem deixado a amamentação, os bebés foram divididos em dois grupos e alimentados com um leite de fórmula modificado, baseado em leite de vaca com as proteínas fracionadas em pequenos peptídeos, ou a leite de vaca com as proteínas intactas.
 
Os bebés foram alimentados durante pelo menos 2 meses e até aos 6 a 8 meses de idade e não consumiram outras fontes de proteínas de leite de vaca. As crianças foram seguidas durante pelo menos 10 anos para determinar quais deles desenvolviam diabetes.
 
Após 11,5 anos de seguimento, foi verificado que o consumo de leite de fórmula hidrolisado não resultou numa redução na incidência da diabetes de tipo 1 em comparação com o leite de fórmula baseado em leite de vaca intacto.
 
“Isto mais uma vez demonstra-nos que não existe uma forma fácil de prevenir a diabetes de tipo 1. Não existe então evidência que faça alterar as recomendações alimentares atuais para os bebés em risco elevado de diabetes. Precisamos de continuar os nossos esforços de investigação pelo mundo para encontrar intervenções que possam alterar o percurso da diabetes de tipo 1”, concluiu Dorothy Becker, investigadora principal do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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