Lei diminui complicações associadas a abortos

Relatório da Direção-geral da Saúde

30 setembro 2013
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Com a entrada em vigor da lei da interrupção voluntária da gravidez (IVG) as complicações registadas nas urgências associadas a abortos ilegais sofreram uma redução significativa, dá conta um relatório da Direção-geral da Saúde.
 

“O número de atendimentos por complicações de ‘aborto ilegal’ nos serviços de urgência diminuiu consideravelmente desde 2007”, refere o documento, ao qual a agência Lusa teve acesso e que analisa os problemas associadas à interrupção da gravidez.
 

A média anual de atendimentos nos serviços de urgência, entre 2002 e 2007, por complicações associadas ao aborto ilegal foi de 1.258, tendo descido para uma média de 241 entre 2008 e 2012.
 

No entanto, entre 2008 e 2012 há ainda que contar com as complicações registadas nas interrupções de gravidez dentro do quadro legal. Ainda assim, a média anual destes cinco anos fica-se abaixo dos 1.100 casos, média menor à registada antes da entrada em vigor da nova lei.
 

De acordo com os dados do relatório da Direção-geral da Saúde (DGS), também se notou uma redução do número de complicações mais graves, como infeção/ sépsis e perfuração do útero.
 

“A frequência de complicações comunicadas pelos serviços de saúde em 2011 e 2012 enquadra-se nos valores encontrados noutros centros internacionais”, refere o relatório.
 

De acordo com Teresa Bombas, da Sociedade Portuguesa de Contraceção, estes são indicadores positivos e mostram que a nova lei da IVG trouxe vantagens na diminuição da morbilidade e dos problemas do aborto clandestino.
 

A especialista adianta que os números mostram que em Portugal há 209 interrupções da gravidez por cada 100 mil nados vivos, dados abaixo da média europeia.
 

Sessenta e cinco por cento das mulheres portuguesas em idade fértil recorre a contraceção oral (pílula) para não engravidar e as gravidezes na adolescência têm vindo progressivamente a diminuir.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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