Lei anti-tabágica surtiu bons efeitos

Excepções deveriam ser retiradas

22 novembro 2011
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Os restaurantes e estabelecimentos de diversão que proibiram o fumo registaram uma redução de nicotina superior a 90% e os que funcionam sem separação física dos espaços têm níveis perigosos para a saúde, revela um estudo realizado pela Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior.
 

O estudo financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian teve por objectivo obter dados dos níveis de nicotina no ar em ambientes de restauração e diversão, recolhendo informações no momento anterior à lei do tabaco e após a entrada em vigor da Lei de Prevenção e Controlo do Tabagismo.
 

O estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso analisou, em 2007, 51 pontos de amostragem, no momento anterior à entrada em vigor da lei, e 57 pontos de amostragem no período após a lei (entre 2008 e 2010).
 

Os resultados do estudo indicam que houve "melhorias significativas" nos locais onde foi instituída a proibição total de fumar, apresentando uma redução de valores de nicotina superiores a 90%.
 

Contudo, nos locais sem separação física dos espaços de fumo e sem fumo, os valores de nicotina no ar foram semelhantes nas duas áreas, atingindo, em alguns locais, níveis que põem em risco a saúde dos trabalhadores e frequentadores dos locais.
 

Estas conclusões apontam no sentido da revisão da lei com “a máxima urgência” e “a retirada das situações de excepção que apresentam riscos para a saúde”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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