Legionella: colhidas e analisadas amostras de água de hospitais em todo o país

Programa PIOPAL

22 fevereiro 2018
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Amostras de água de hospitais nas cinco regiões de saúde foram colhidas e estão a ser analisadas no âmbito do Programa de Intervenção Operacional de Prevenção Ambiental da Legionella (PIOPAL), revelou o presidente do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).
 
Segundo a agência Lusa, o programa arrancou em janeiro, na sequência do surto ocorrido em novembro de 2017 no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, que provocou 59 infetados e cinco mortos.
 
O presidente daquele instituto disse que até ao final do ano terão sido alvo de intervenção todos os hospitais públicos, alguns privados e alguns centros de saúde.
 
Até ao momento, já chegaram aos laboratórios amostras colhidas em hospitais que as ARS consideraram prioritários, tendo sido abrangidas unidades de saúde localizadas nas cinco regiões.
 
Fernando de Almeida explicou que ao longo “do programa vamos fazer um conjunto de avaliações analíticas nas águas das unidades e averiguar como estão”, acrescentando que o objetivo é ajudar as administrações a conhecerem o estado das águas e corrigir o que for necessário.
 
“Prevenir eventuais novos casos de surtos de legionella em ambiente de prestação de cuidados de saúde” é o grande objetivo do programa que durante este ano vai incidir nos hospitais públicos e em alguns privados, bem como centros de saúde, disse. Em 2019 continuarão os trabalhos do programa nas restantes instituições.
 
O INSA é responsável por assegurar a realização de vigilância laboratorial da qualidade da água, para pesquisa e identificação da legionella, em todas as unidades de prestação de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 
Recentemente chegou ao fim o surto de legionella, no hospital CUF Descobertas, em Lisboa, que infetou 15 pessoas, duas das quais ainda internadas em cuidados intensivos.
 
Este foi o segundo surto de legionella, conhecido em hospitais portugueses em dois meses, seguindo-se ao surto ocorrido em novembro de 2017 no hospital público São Francisco Xavier, em Lisboa, que provocou 59 infetados e cinco mortos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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