Lavar os dentes estimula o cérebro

Trocar de mão na escovagem é um bom exercício

31 março 2005
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O simples gesto de trocar de mão para escovar os dentes, contrariando a rotina e obrigando à estimulação do cérebro, é um exercício de neuróbica, uma nova técnica para melhorar a concentração, treinando a criatividade e inteligência.
 

 

Cerca de 20 crianças e adolescentes, dos sete aos 16 anos, participaram recentemente, em Lisboa, no primeiro curso de neuróbica destinado a crianças e ao grande público, um evento organizado pelo Instituto da Inteligência.
 

 

Neste curso, os participantes aprendem a concentrar-se, a desenvolver os sentidos da visão, tacto e audição, fortalecendo ao mesmo tempo determinadas zonas do cérebro implicadas na memória, criatividade e inteligência.
 

 

A neuróbica é a designação criada pelo neurobiólogo Lawrence Katz –investigador do Instituto médico norte-americano Howard Hughes-- para um conjunto de exercícios de estimulação cerebral.
 

 

O objectivo é conseguir um rejuvenescimento celular de certas áreas do cérebro (como neocórtex e hipocampo). «Trata-se de uma espécie de ginástica mental, para despertar e desenvolver as capacidades cognitivas, e em que se manipulam os sentidos», explicou Nelson Lima, director do instituto.
 

 

É através dos nossos sentidos que captamos a informação do exterior. «Por isso, a neuróbica utiliza os sentidos como instrumento de trabalho para exercitar determinadas áreas do cérebro que estão habituadas à rotina», explicou.
 

 

Cerca de 80 por cento do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas, que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um «efeito perverso»: limitam o cérebro.
 

 

Para contrariar essa tendência, há que fazer exercícios, alguns tão simples como escovar os dentes de vez em quando com a mão esquerda, no caso de se ser destro. Se nas crianças a técnica tem como vantagem melhorar a concentração, raciocínio lógico e pensamento criativo, nos mais idosos ajuda à longevidade do cérebro. Um bom exercício para o cérebro de uma pessoa idosa é aprender uma língua nova, por exemplo.
 

 

Fonte: Lusa
 

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