Laura Bush defende investigação em células precursoras embrionárias
31 julho 2001
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A primeira dama norte-americana, Laura Bush, considera que a investigação em células precursoras embrionárias pode salvar vidas, numa altura em que se aguarda a decisão do presidente sobre o financiamento público deste tipo de pesquisa. Até agora, a legislação dos Estados Unidos proíbe qualquer financiamento federal à investigação em células embrionárias, embora não interfira nas pesquisas que avançam com fundos privados. Este tipo de pesquisa envolve a extracção de células de embriões excedentários nas clínicas que efectuam tratamentos de fertilidade. As células precursoras são células que quando colocadas num ambiente tecidual particular, coração ou músculo, por exemplo, podem multiplicar-se e produzir células que se tornam elas próprias células do coração ou musculares, uma técnica que poderá significar a cura de muitas doenças. Enquanto os apoiantes desta investigação defendem os avanços médicos que daí poderão resultar, os opositores afirmam que é errado utilizar embriões humanos para experiências científicas, uma vez que para remover as células precursoras (ou estaminais, em inglês "stem cells") a destruição do embrião é inevitável. No entanto, Laura Bush sublinhou que estes embriões foram inicialmente criados por casais inférteis que agora têm as crianças que desejavam. "Muitos destes embriões serão destruídos de qualquer forma", afirmou a primeira dama em entrevista ao programa "Inside Politics", na estação televisiva CNN. Inquirida sobre a forte oposição dos grupos anti-aborto, Laura Bush afirmou que "é necessário perceber que este tipo de investigação também pode salvar vidas". No entanto, também sugeriu que os investigadores podem usar simplesmente células precursoras provenientes de adultos, um argumento dos opositores a esta investigação. Mas os cientistas afirmam que se a investigação em células precursoras de adultos pode ser prometedora nunca será tão útil como a pesquisa em embriões. Laura Bush revelou ainda que o presidente George Bush está a pesar cuidadosamente os prós e os contras da autorização de financiamento público para esta investigação. "É uma questão ética e moral complexa e o presidente tem consultado muitos peritos em diferentes campos", disse. Lusa

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