Laser usado para implantar células-estaminais em coração

Intervenções efectuadas em Madrid

19 junho 2007
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Uma equipa de cirurgiões e hematologistas de um hospital de Madrid conseguiu, pela primeira vez na União Europeia (UE), implantar, através de laser, células-estaminais adultas no coração de dois pacientes com Cardiopatia Isquémica Severa, com o objectivo de regenerar os tecidos e os vasos sanguíneos.
 

 

Os médicos que participaram nas duas operações feitas no Hospital Universitário de La Princesa apresentaram na semana passada os resultados, em entrevista colectiva aos meios de comunicação.
 

 

Esse hospital é pioneiro nesta técnica, que foi realizada com sucesso em apenas dois países no mundo - China e Egipto.
 

 

Os dois pacientes - uma mulher de 68 anos e um homem de 59 anos - sofriam repetidas anginas, e, por isso, eram frequentemente internados. Tomavam até 17 medicamentos por dia e, no entanto, não existiam expectativas de melhorias, o que os levava a uma situação vital muito deteriorada.
 

 

Juan Duarte, chefe do Serviço de Cirurgia Cardíaca do centro médico, explicou que as células-estaminais foram extraídas da medula óssea dos próprios pacientes e durante a própria cirurgia, que, no total, não passou de dua horas e tem um pós-operatório de quatro a cinco dias.
 

 

Após este primeiro passo, o implante de entre 2,5 e 3 milhões de células mononucleares, entre as quais existiam células-estaminais, aconteceu através de um sistema de revascularização.
 

 

Este modelo inovador combina uma sonda laser que abre os canais no ventrículo esquerdo do coração e que tem um dispositivo especial de três agulhas, que faz perfurações no músculo cardíaco e introduz as células.
 

 

Guillermo Reyes, médico adjunto do Serviço de Cirurgia Cardíaca, disse que o tratamento consiste em combinar os benefícios da cirurgia a laser com os das células-estaminais adultas, para a potencial regeneração de tecido sadio. No entanto, disse, "será preciso analisar os resultados a médio prazo, dentro de três ou seis meses".
 

 

Por enquanto, os pacientes que serão submetidos a esta técnica inovadora são os que não podem receber nenhum outro tratamento cirúrgico, devido à deterioração de suas artérias, acrescentaram os especialistas.
 

 

MNI- Médicos na Internet

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