Laringectomizados recebem apoio de associação do Porto

Associação Portuguesa de Limitados da Voz pretende sensibilizar afetados

14 março 2017
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A Associação Portuguesa de Limitados da Voz, do Porto, está a percorrer o Norte e Centro para sensibilizar os laringectomizados das causas "diretas e secundárias” de doença que “prejudica a voz, o emprego e a família", anunciou a agência Lusa.
 
O presidente da associação, José Costa, explicou que um laringectomizado "é uma pessoa afetada pelo cancro da laringe e que, uma vez operado e sem as cordas vocais, passa a respirar por um orifício aberto na parte posterior do pescoço".
 
Os doze voluntários da Associação Portuguesa de Limitados da Voz (APLV), todos eles laringectomizados, visitam várias instituições de saúde, numa base diária, semanal e mensal, para "ajudar a compreender um cancro que tem cura se detetado a tempo". José Costa e os seus colaboradores fazem também visitas domiciliares nos vários distritos entre Viana do Castelo e Coimbra.
 
A doença afeta, "na sua maioria, homens com mais de 50 anos", explicou o dirigente, referindo ser "a conjugação do tabaco com o consumo de bebidas brancas a maior causa deste tipo de cancro". Consciente de que os "problemas não acabam com a cirurgia", para José Costa "a reabilitação da voz esofágica contribui para a reintegração do individuo no seu ambiente familiar, social e laboral".
 
"É nessas visitas que nos apercebemos do sofrimento das pessoas, pois parte delas vive isolada e só comunica quando as visitamos. Noutros casos, o consumo do álcool mantém-se pela falta de sensibilização e de alternativas na vida dos laringectomizados", lamentou.
 
O regresso ao mercado de trabalho "quer pelo estigma, nuns casos, quer pela vergonha, noutros", é também um cenário complicado de contornar para quem foi operado, "sendo que desde que a incapacidade descrita no atestado multiusos ultrapasse os 80% a reforma por incapacidade atinge o valor máximo de remuneração seja qual for a idade do proponente", explicou.
 
"Estamos a falar de uma doença que provoca, também, o divórcio, pois os familiares, por vezes, sofrem mais do que nós", acrescentou o dirigente de uma doença cuja cirurgia determina terapia da fala e, por vezes, "uma espera até poder voltar a falar, no mínimo, de um mês".
 
Apesar de ser uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) o único apoio que a associação recebe é do Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa contra o Cancro, onde está sediada.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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