Lançado manual dedicado à alimentação vegetariana

Iniciativa da Direção-Geral da Saúde

13 julho 2015
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Na semana passada, a Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou um manual dedicado à alimentação vegetariana, com esclarecimentos, informações nutricionais, benefícios e riscos de um estilo alimentar cada vez mais procurado e que em Portugal já terá cerca de 30 mil seguidores.
 
O manual intitulado “Linhas de orientação para uma alimentação vegetariana saudável” tem como objetivo promover a informação disponível nas instituições de saúde sobre os benefícios de consumir produtos de origem vegetal e simultaneamente contribuir para um maior conhecimento dos profissionais de saúde e da população em geral, evitando erros que possam colocar a saúde em risco.
 
“Sentimos por parte dos profissionais de saúde, nomeadamente na área da nutrição, um aumento de pedidos de informação sobre alimentação vegetariana e particularmente a estrita”, disse à agência Lusa, o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS e um dos autores do manual, Pedro Graça.
 
Os estudos internacionais sugerem um número crescente de vegetarianos a cada ano – influenciados em grande parte pelo aumento das preocupações com a proteção do ambiente e dos animais – sobretudo entre a população mais esclarecida e estudantes universitários.
 
Por outro lado, há cada vez mais informação em linha sobre vegetarianismo, muita dela sem qualidade ou a tentar vender produtos comerciais, o que origina má informação, acrescenta o responsável.
 
O manual contém uma breve história sobre os conceitos associados à alimentação vegetariana, os benefícios, os riscos, os principais alimentos e as suas classificações, poendo dividir-se em ovolactovegetariana (exclui carne e peixe, mas inclui ovos e lacticínios) ou vegetariana estrita ou vegana (que exclui todos os alimentos de origem animal).
 
Atualmente há cada vez mais livros, receitas e revistas, bem como menus alternativos nos restaurantes com opções vegetarianas, mas a DGS nunca tinha publicado orientações sobre a alimentação vegetariana, quando uma das conclusões do relatório 2015 sobre a saúde dos portugueses é que os motivos que mais influenciam a perda de anos de vida com qualidade saudável é a alimentação não saudável, principalmente pobre em fruta e hortícolas.
 
Neste sentido, Pedro Graça alerta para a necessidade de incorporar vegetais e hortícolas na alimentação, devido às suas funções protetoras das células. 
 
“Estudos científicos demonstram que quando aumenta este consumo há maior proteção da célula face a doenças como a oncológica e a cardiovascular”, disse, especificando que quando ultrapassa os 400 gramas por dia, se estima que tenha efeito protetor.
 
O responsável sublinha ainda que para se seguir esta dieta não é necessário adotar um padrão alimentar distinto, mas apenas “valorizar o que há”, uma vez que a tradição alimentar portuguesa é muito rica em vegetais.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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