Laboratórios condicionados na pesquisa de novos antibióticos

Resistência não pára de aumentar

16 setembro 2003
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A maior parte dos grandes laboratórios farmacêuticos estão a abandonar a pesquisa sobre os antibióticos da nova geração enquanto a resistência das bactérias aos medicamentos actuais não pára de aumentar, alertaram esta semana investigadores reunidos em Chicago, EUA.
 

 

«Grupos como a Roche, a Aventis, a Eli Lilly, a Glaxo SmithKline e muitas outras firmas do sector da biotecnologia pararam ou limitaram significativamente as suas pesquisas para o fabrico de novos agentes anti-bacterianos», explicou Steven Projan.
 

 

Para este investigador do grupo americano Wyeth Research, esta tendência começou a notar-se há cerca de quatro anos e explica-se pela lentidão e os riscos financeiros associados à criação de novos antibióticos, aos quais se junta a «crescente dificuldade de realizar ensaios clínicos» de grande dimensão para testar os novos medicamentos.
 

 

Mas «quando as grandes companhias saem do mercado, isso retira às pequenas sociedades uma fonte significativa de financiamento». É que essas empresas deixam de poder contar com o apoio dos laboratórios para levarem a cabo os seus próprios ensaios clínicos, sublinhou um outro investigador, David Shales.
 

 

Este movimento de retracção ganha forma numa altura em que as resistências aos antibióticos actualmente disponíveis não cessa de crescer, lamentam os especialistas participantes no mais importante congresso mundial sobre doenças infecciosas.
 

 

O crescimento das bactérias resistentes «torna certos antibióticos praticamente inutilizáveis e outros menos eficazes», explicou Karen Bush, responsável pelas pesquisas do grupo americano Johnson and Johnson, empresa que, precisou, prossegue as suas pesquisas sobre antibióticos, «nomeadamente por razões de responsabilidade social».
 

 

Leia mais no: Público
 

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