Judeus têm predisposição genética para desenvolver cancro

Investigadores estudam ligação

13 outubro 2002
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Uma mutação genética encontrada em judeus com descendência europeia pode dobrar e até triplicar o risco do cancro do cólon.
 

 

Cientistas norte-americanos e israelitas uniram-se para descobrir a mutação em um gene chamado de BLM. A investigação, publicada recentemente na revista "Science", mostra que a mutação foi encontrada em um por cento dos judeus ashkenazi, descendentes de moradores da Europa oriental.
 

 

«Quando essa mutação é herdada de ambos os pais causa uma doença genética denominada síndrome de Bloom, a qual aumenta muito a predisposição individual para o desenvolvimento de cancro», disse Stephen Gruber, da Universidade de Michigan. «E os dados do estudo mostram que as pessoas que herdam a mutação de apenas um dos pais tem duas a três vezes mais hipóteses em desenvolver cancro do cólon.»
 

 

Os investigadores analisaram o DNA de cerca de 3.100 judeus ashkenazi que vivem no norte de Israel e em Nova Iorque. Quase dois por cento dos doentes com cancro do cólon apresentavam essa mutação. O cancro do cólon é o tipo de cancro que mais mata em Israel e o segundo tipo mais mortífero nos Estados Unidos.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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