Jovens vegetarianos podem esconder distúrbios alimentares
12 dezembro 2001
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Os adolescentes vegetarianos têm um risco mais elevado em desenvolver distúrbios alimentares, tais como anorexia ou bulimia, do que aqueles que comem carne, de acordo com um estudo norte-americano.
 

 

Apesar destes jovens serem conscientes com o seu peso e corpo, o estudo adianta que também têm mais probabilidades de apresentar um diagnóstico de distúrbio alimentar.
 

 

Segundo os investigadores norte-americanos da Universidade de Minnesota, ao mesmo tempo que os adolescentes tinham uma maior inclinação para a adopção de práticas saudáveis, estas revelavam-se contudo, prejudiciais para o controlo de peso, nomeadamente com o recurso a medicamentos para emagrecer, laxantes, ou vomitar após as refeições. Também apresentaram mais risco de ter pensado ou tentado cometer suicídio.
 

 

Os especialistas chamam a atenção para o facto dos adolescentes estarem preocupados em controlar o peso, adoptando por isso, diversos comportamentos associados à perda fácil de peso, independentemente de serem saudáveis ou prejudiciais.
 

 

Vegetarianos convictos?
 

 

O estudo verificou que aproximadamente seis por cento de quase cinco mil estudantes urbanos do ensino médio entrevistados no Estado do Minnesota afirmaram que eram vegetarianos ou não comiam carne vermelha. Mais da metade dos vegetarianos relatou comer carne de aves, quase 42 por cento consumiam peixe e mais de três quartos, ovos e quase 80 por cento, derivados do leite.
 

 

No geral, os semivegetarianos, ou aqueles que consumiam alguns produtos de origem animal, estavam mais propensos a adoptar práticas de controlo de peso, mas menos inclinados a exercitar-se do que os vegetarianos rigorosos. Os semivegetarianos podem usar a dieta como outra forma de controlo de peso e podem ser um alvo de programas de prevenção de distúrbios alimentares, avisam os autores do estudo.
 

 

Todos os vegetarianos analisados pesavam-se com mais frequência e estavam mais propensos a expressar insatisfação com os seus corpos do que os não-vegetarianos.
 

Os vegetarianos também estavam mais inclinados a dizer que se importavam menos em estar saudável, embora eles se importassem mais em comer alimentos saudáveis.
 

 

Mulheres em maioria
 

 

Os resultados mostram que quase três quartos dos vegetarianos eram mulheres. A principal razão para seguir uma dieta vegetariana foi um desejo de perder ou manter o peso. Os estudantes disseram ainda que não queriam estar envolvidos na morte de animais, não gostavam do sabor da carne, acreditavam que o vegetarianismo era uma dieta saudável e queriam ajudar o meio ambiente.
 

 

Para os especialistas, uma dieta vegetariana pode ser mais saudável do que uma com carne vermelha. Estudos anteriores verificaram que os adultos vegetarianos tendem a viver mais, normalmente são mais magros e estão menos propensos a serem diagnosticados com doenças cardíacas e alguns tipos de cancro do que aqueles que consomem produtos de origem animal. Mas, no caso dos adolescentes, é necessário ter muita atenção, aconselham os especialistas.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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