Jovens recorrem a automedicação

Portugueses consultam diversas fontes de informação

29 outubro 2003
  |  Partilhar:

A população jovem e escolarizada está cada vez mais aberta às práticas de automedicação e recorre a fontes diversas de informação, que põe em confronto com a do médico. A tendência registada na primeira investigação sociológica sobre comportamentos e atitudes perante o uso, em Portugal, de medicamentos sem prévia indicação médica vem confirmar condutas europeias nesta área, afirma a professora do Instituto Superior de Ciências da Saúde-Sul Noémia Lopes, numa tese de doutoramento acerca do tema. Os mais jovens (entre os 18 e 29 anos), que são também o sector populacional mais escolarizado, procuram fontes de informação científica diversas - na Internet, em revistas científicas, enciclopédias de saúde e na própria bula do medicamento. Contrariando a ideia de que a automedicação assenta em crenças, no hábito e na tradição, o estudo regista que, quanto mais escolaridade e informação a pessoa tem, mais desenvolve práticas autónomas de saúde. Trata-se de uma nova atitude face ao medicamento e ao médico, fruto não da ignorância mas da "assimilação de conhecimentos científicos parcelares", regista a socióloga no estudo que analisou comportamentos de automedicação numa amostra de 309 indivíduos entre os 18 e 64 anos, através de inquéritos e entrevistas.Fonte: Lusa

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.