Jovens menos acompanhados praticam mais sexo

Adolescentes que ficam muito tempo sozinhos contraem mais DSTs

20 abril 2003
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Os adolescentes que passam muito tempo sem o apoio de adultos estão mais propensos a fazer sexo e a contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Esta é a principal conclusão de um estudo recente feito com jovens norte-americanos que estudavam em escolas públicas urbanas.
 

 

Cerca de 80 por cento dos adolescentes que passavam, pelo menos, 30 horas semanais sem a companhia de um adulto eram sexualmente activos, em oposição aos 68 por cento que passavam apenas cinco horas semanais sem um adulto por perto. Para a líder da investigação, Deborah A. Cohen, da Corporação Rand, em Santa Monica, Califórnia, muitos dos jovens que ficam em casa sozinhos por um longo período de tempo aproveitam esse tempo para ter um comportamento de risco.
 

 

De acordo com Cohen, 91 por cento dos adolescentes que contaram ter feito sexo disseram que isso aconteceu, pela última vez, em casa, tanto na deles quanto na do parceiro.
 

 

Os rapazes que passavam mais de cinco horas semanais depois das aulas sem a presença de um adulto estavam duas vezes mais propensos a ter clamídia ou gonorreia. «Fazer sexo quando se é adolescente não significa estar livre de riscos», apontou Cohen. «Os jovens estão a contrair doenças devido a esse comportamento.»
 

 

Uma boa maneira de reduzir a frequência de sexo entre os jovens, e potencialmente o risco para a saúde é diminuir o número de horas que passam sozinhos, apontou Cohen. A maioria dos pais tem de trabalhar, constatou a investigadora, mas as escolas e os governos locais poderiam -- sem gastar muito -- realizar actividades extracurriculares para manter os jovens ocupados, «de modo a que os interesses dos jovens sejam desviados para algo mais apropriado para o seu desenvolvimento».
 

 

Cohen e sua equipa chegaram depois de analisarem as respostas aos questionários de 1.065 rapazes e 969 raparigas que estudavam em seis escolas de ensino médio numa área urbana. Os cientistas perguntaram aos adolescentes quando e onde fizeram sexo e realizaram testes para clamídia e gonorreia.
 

 

Os investigadores apontaram que grande parte dos jovens que faziam sexo disseram que a última vez aconteceu durante a semana. Apenas 59 por cento das raparigas que relataram participação em programas extracurriculares na escola eram sexualmente activas, comparado a 71 por cento das que não se envolviam com actividades após as aulas.
 

 

Os jovens que viviam apenas com um dos pais não pareceram passar mais tempo sozinhos do que os outros estudantes que viviam com ambos os pais.
 

 

Embora os resultados sugiram que os jovens precisem de mais informações de como se proteger durante as relações sexuais, Cohen acredita que a presença de um adulto também pode ter um grande impacto sobre quantas vezes os adolescentes têm relações sexuais - com segurança ou não.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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