Jovens em maior risco não recebem vacina contra o HPV

Estudo publicado na “Sexually Transmitted Infections”

31 março 2014
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As jovens em maior risco de desenvolverem cancro no útero são quem apresenta a menor possibilidade de receberem a vacina contra o HPV e de completarem todos os reforços quando a recebem, atesta um estudo britânico.
 

Segundo os autores do estudo, é necessário identificar melhor estas jovens de forma a melhorar o programa de vacinação, o qual se situava abaixo dos 80% necessários para fazer uma diferença significativa nos índices de cancro uterino durante os primeiros três anos do programa.
 

O estudo foi baseado numa sondagem anónima realizada em Inglaterra que contou com a participação de 2447 jovens do sexo feminino com idades compreendidas entre os 13 e os 19 anos, bem como em dados comparativos do estilo de vida nacional para aquela faixa etária. Todas as participantes eram utentes de centros de saúde sexual que funciona em hospitais e serviços comunitários em Inglaterra.
 

Os resultados das sondagens revelaram que as participantes apresentavam muitos mais fatores de risco para o desenvolvimento de cancro no útero relativamente ao grupo da mesma faixa etária segundo dados nacionais. Os fatores de risco incluíam fumar (48% e 14% respetivamente, em raparigas de 15 anos), primeira relação sexual antes dos 16 anos (52% e 38% no grupo dos 16 aos 19 anos) e infeções transmissíveis sexualmente prévias (25% e 4% respetivamente).
 

Foi também apurado que do grupo das participantes na sondagem havia o dobro de raparigas que não se encontravam a estudar ou a trabalhar em relação à média nacional. Este grupo apresentava também uma maior incidência de fumadoras e com mais parceiros sexuais. Finalmente, a vacina contra o HPV tinha sido oferecida a 74% destas raparigas, tendo em 60% dos casos sido na escola.
 

Apesar de dois terços das raparigas terem aceitado tomar a vacina, os índices de completação do reforço foram inferiores, tendo variado entre os 58% para residentes em Londres e quem tinha tido uma infeção transmissível sexualmente (53%).
 

57% das raparigas que recusaram a vacina disseram que se elas, os pais e amigos tivessem sido informados sobre a utilidade da mesma teriam aceitado tomá-la.
 

A pouca adesão ao programa de vacinação contra o HPV põe aquelas mulheres em risco de desenvolverem cancro no útero, podendo estender à idade adulta, afetando a atitude das mesmas perante o rastreio do cancro do útero, apontam os autores.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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