John Kennedy era muito doente

Registos mostram o que o presidente dos EUA escondeu durante anos

26 novembro 2002
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Arquivos médicos recentemente tornados públicos sobre os últimos oito anos de vida de John F. Kennedy mostram que o ex-presidente dos Estados Unidos sofria de muito mais dores e de doenças do que se sabia. JFK tomava oito remédios por dia, segundo um novo relatório.
 

 

De acordo com reportagem do jornal «The New York Times», entre os dados médicos revelados estão exames de raios-X e receitas. JFK tomava analgésicos, ansiolíticos, estimulantes e soníferos, além de hormonas para se manter vivo.
 

 

Os registros ainda revelam que Kennedy tomou várias vezes codeína, Demerol e metadona para dor; Ritalin, um estimulante; meprobamato e librium para ansiedade; barbitúricos para dormir; hormonas da tiróide e injecções de um derivado do sangue, a gamaglobulina, presumivelmente para combater infecções.
 

 

As novas informações também mostram que Kennedy fazia tudo para esconder as doenças, chegando até a negar a jornalistas que sofresse da doença de Addison - Doença caracterizada pela produção insuficiente das hormonas da glândula supra-renal ou adrenal.
 

 

No entanto, Kennedy não foi o único presidente norte-americano a esconder os seus problemas de saúde. Fraklin D. Roosevelt também mantinha as suas maleitas em sigilo.
 

 

Os registros foram revelados pelo historiador Robert Dallek, que está escrever uma biografia, «Na Unfinished Life: John F. Kennedy, 1917-1963», que será publicada no ano que vem, data em se assinalará 40 anos do seu assassinato.
 

 

Em declarações ao jornal norte-americano «The Atlantic»,
 

Dalleik disse que enquanto a discrição de Kennedy pode ser vista como «outra marca de seu criticado temperamento», os registros também revelam o «estoicismo de um homem que lutava para resistir a uma dor extraordinária e ao sofrimento».
 

 

Dallek recebeu permissão para examinar os documentos em meados deste ano - a autorização partiu de um comité de três famílias há muito ligadas a Kennedy, que durante décadas negaram qualquer pedido para ver os registros.
 

 

O historiador analisou os documentos com a ajuda do médico Jeffrey A. Kelman, mas não teve permissão para fazer fotocópias, segundo o jornal.
 

 

Como presidente, Kennedy era famoso por ter problemas nas costas, e, desde a sua morte, biógrafos têm vindo a juntar vários pormenores de outras doenças, incluindo persistentes problemas digestivos e a doença de Addison, uma falta da função adrenal, que pode levar à morte.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

artigo na CNN
 

 

artigo na CNN
 

 

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