Jogos Olímpicos: que precauções a tomar?

Estudo publicado na revista “PNAS”

31 julho 2012
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Os Jogos Olímpicos atraem multidões de todo o mundo e com estas uma grande variedade de microrganismos. O especialista em doenças infeciosas, Gregory Polan, da Mayo Clinics, nos EUA, dá alguns conselhos sobre o modo como as pessoas se podem proteger evitando um contágio em massa.
 

“O que nos preocupa são as doenças epidémicas existentes em determinadas regiões do mundo, como tosse convulsa, sarampo, rubéola, e, claro, como há pessoas que vêm do hemisfério sul, esta é a temporada do Influenza”, revelou em comunicado de imprensa o investigador.
 

O risco de infeção aumenta automaticamente com as manifestações de massa, especialmente quando envolvem pessoas de todo o mundo, pois os países têm diferentes programas de vacinação e nem sempre têm os mesmos padrões de higiene pessoal ou de segurança alimentar. Por outro lado, as multidões também aumentam o risco de doenças respiratórias, como a tuberculose, e de algumas doenças provocadas por parasitas, intoxicações alimentares causadas pela Escherichia coli e Salmonella, hepatite A, diarreia do viajante, assim como doenças dermatológicas, como o pé de atleta, ou infeções por Staphylococcus.
 

Nesse sentido, Gregory Polan dá alguns conselhos para diminuir o risco de infeção, nomeadamente ter as vacinas em dia, principalmente a do sarampo, papeira e rubéola, assim como a vacina contra a gripe sazonal, difteria, tétano e tosse convulsa.
 

A higiene das mãos é outros dos pontos-chave mencionados pelo investigador, que aconselha a utilização de água e sabão ou álcool desinfetante. Nas casas de banho públicas é aconselhado recorrer a um toalhete para fechar a torneira e para colocar a mão na maçaneta da porta.
 

Relativamente à alimentação, esta deve ser baseada em alimentos bem cozinhados, fervidos ou descascados, que requerem pouco manuseamento quanto à sua preparação.
 

Os pés é uma das regiões do corpo que merece especial atenção. Para os proteger contra possíveis infeções fúngicas, as pessoas devem andar sempre calçadas, principalmente quando utilizam chuveiros públicos.
 

As piscinas públicas, banheiras de hidromassagem ou jacúzi são locais a evitar, pois nem sempre têm a manutenção apropriada, tendo um risco associado de infeção da pele ou pulmonar.
 

Fumar também ser evitado pois aumenta o risco de contrair a doença dos legionários e a suscetibilidade às doenças respiratórias em geral.
 

Os chapéus ou bonés, apesarem de serem essenciais para proteger as pessoas do sol, devem ser lavados antes da sua utilização.
 

As roupas da cama também devem ser cuidadosamente verificadas antes da sua utilização e a bagagem deve ser sempre colocada em superfícies de madeira.
 

Por último, Gregory Polan aconselha as pessoas a estarem atentas à sua saúde, mantendo-se afastadas de alguém que esteja obviamente doente. Por outro lado, se os empregados tocarem na comida ou na borda do copo com a mão deve-se pedir a substituição da comida ou copo. Se não se sentir bem deve procurar assistência médica.
 

“Caso alguém desenvolva sinais de doença, é necessário submeter-se a exame médico. As pessoas não sabem se estão infetadas por um vírus simples ou mais complexo, uma bactéria, ou infelizmente com algo como a tuberculose”, revelou em comunicado o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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