Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e o risco de epidemias

Turistas devem tomar precauções

13 janeiro 2016
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O número de casos de dengue e a crescente circulação dos vírus Zika e Chikungunya no Brasil em 2015 representam um risco para os turistas que queiram assistir aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, especialistas referem que a possibilidade de contaminação durante os Jogos é real, embora acreditem que as medidas adotadas pelo governo para combater o “Aedes aegypti”, mosquito que transmite as três doenças, devem diminuir a incidência dos casos.
 

Segundo o vice-presidente de Meio Ambiente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Valcler Rangel, não é possível prever a situação epidemiológica do país em agosto.
 

"Sabermos que no inverno o “Aedes aegypti” se reproduz menos, mas é preciso aumentar a mobilização popular e melhorar a monitorização dos índices de infetados por dengue, Zika e Chikungunya, dos focos de larvas e mosquitos, para combater essas doenças de modo eficaz", disse o responsável da Fiocruz, uma instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina que está vinculada ao Ministério da Saúde brasileiro.
 

Rosana Richtmann, médica e membro da Sociedade Brasileira de Infetologia, recordou que no Brasil, como em outros países tropicais, as infeções podem acontecer em qualquer época do ano.
 

A médica aconselhou os turistas a consultarem a situação das epidemias no Brasil antes de viajarem, a munirem-se de repelente, e a optar por vestuário como calças e camisas de manga comprida, evitando a exposição dos pés e o uso de perfume, que atrai o mosquito transmissor.
 

Relativamente às medidas de combate às doenças associadas ao “Aedes aegypti”, o subsecretário de Vigilância em Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, disse à agência Lusa que o governo tem um Gabinete de Crise no Centro de Comando do Rio.
 

O governo lançou uma campanha de sensibilização denominada "10 minutos salvam vidas", e informou que vai mobilizar as 92 prefeituras do Estado para fazer a varredura de todos os domicílios cariocas nos próximos 60 dias.
 

"A probabilidade de uma grande circulação de dengue em 2016 é baixa. A nossa maior preocupação são os vírus Zika e Chikungunya. No caso do Zika estamos muito atentos porque sabemos do risco de microcefalia associado à gestação", afirma.
 

Relativamente ao atendimento médico dedicado aos turistas durante as Olimpíadas, o subsecretário citou a existência de um plano de contingência em fase de finalização, que prevê o aumento do número de profissionais nas unidades de saúde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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