Jogos e realidade virtual ajudam doentes com AVC

Estudo da Universidade da Madeira

06 agosto 2014
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O projeto ‘NeuroRehab Lab', que envolve a utilização de consolas de jogos e computadores, está a ajudar doentes vítimas de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) a recuperar as capacidades motoras e cognitivas através da realidade virtual.
 

O projeto que está a ser desenvolvido no Instituto de Tecnologias Interativas da Universidade da Madeira (M-ITI) por Ana Lúcia Faria tem como objetivo a utilização das novas tecnologias na reabilitação de doentes vítimas de AVC.
 

A investigadora explicou à agência Lusa que as ferramentas interativas treinam a recuperação motora, por exemplo, “do braço afetado pelo AVC”, como também “tratam os défices de memória, linguagem, funções executivas e atenção”.
 

"Na reabilitação tradicional, temos uma repetição de movimentos e de tarefas com vista a melhorar a plasticidade cerebral. Através da realidade virtual vamos poder oferecer, não só em espaços clínicos, mas também em casa, as mesmas metodologias de reabilitação, mas através de ambientes de simulação de atividades de vida diária”, acrescentou.
 

Ana Lúcia Faria referiu que esta metodologia “vai permitir que, após a alta, os doentes possam fazer uma melhor transferência daquilo que estiveram a treinar para o seu contexto de vida, como também vai permitir que continuem a fazer o seu treino em casa através de um computador".
 

Os cenários virtuais utilizados neste método passam por uma ida aos correios, a execução de operações no multibanco, idas ao supermercado ou uma farmácia. No futuro, pretendem introduzir mais tarefas.
 

O projeto tem "comprovado que as melhorias motoras andam a par das melhorias cognitivas e um doente que evolui cognitivamente também evolui a nível motor e vice-versa", sendo que este método já está a ser aplicado em alguns doentes na região.
 

"Neste momento, cerca de 30 doentes já foram abrangidos pelo projeto, tanto no serviço de medicina física e de reabilitação no Hospital Dr. Nélio Mendonça, como no Hospital João de Almada", disse Ana Lúcia Faria, acrescentando que os doentes obedecem a critérios de seleção e que têm participado em três sessões semanais, durante um mês.
 

"A ideia é integrar estes ambientes virtuais nas redes sociais e algumas coisas já estão disponíveis online no nosso site", continuou, adiantando que "as ferramentas ainda estão em desenvolvimento, mas o objetivo é que sejam disponibilizadas gratuitamente para que todos as possam utilizar em casa e os profissionais de saúde as possam utilizar em ambientes clínicos ou não, privados ou públicos".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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