Jogo de vídeo melhorou sintomas em crianças com transtorno do espetro autista

Estudo publicado na versão online da “Research in Autism Sptectrum Disorders”

09 outubro 2019
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Narcís Parés, da Universidade Pompeu Fabra, Barcelona, desenvolveu um videojogo que requer a interação de todo o corpo para crianças com transtorno do espetro autista.
 
O jogo tem como objetivo facilitar a interação de crianças autistas através de experiências colaborativas e divertidas. O primeiro estudo experimental revelou eficácia como complemento de outras terapias.
 
Um grupo de crianças dos 4 aos 6 anos diagnosticadas com transtornos do espetro autista participaram em quatro sessões em que jogaram o videojogo denominado “As Aventuras de Pico” e outros tipos de jogos.
 
O estudo foi acompanhado pelo criador do jogo em colaboração com investigadores do Hospital Sant Joan de Déu e Mutua Teresa que avaliaram os comportamentos dos participantes de acordo com uma escala observacional.
 
O objetivo era comparar condutas de iniciação social através da interação corporal do videojogo com aquelas através de atividades de brincadeira livre (brincar, sós ou acompanhados, com brinquedos e objetos, sem regras nem instruções).
 
Os resultados mostram que o videojogo provoca mais iniciação social do que a brincadeira livre nas crianças com autismo, quer jogassem sozinhas ou em pares. 
 
O videojogo revelou-se ainda mais eficaz na redução de comportamentos repetitivos e em melhorar a expressão gestual das crianças.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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